Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Desorganização atrapalha trabalho de lesgiastas na Tailândia

Terça, 11 de Janeiro de 2005 às 07:45, por: CdB

O recolhimento de amostras de milhares de corpos para a posterior análise de seu DNA se vê debilitado pelos erros da organização registrados dentro do grupo de legistas e especialistas encarregados de identificar as vítimas do maremoto na Tailândia.

Quando a equipe formada por 23 legistas franceses e quatro especialistas da Polícia Científica espanhola chegou pontualmente na segunda-feira ao necrotério instalado no monastério budista de Yanyao, colocou as roupas de proteção e, como a cada manhã, se dirigiu para a área de trabalho.

Apenas uma hora depois a equipe franco-espanhola já empreendia caminho de volta a Phuket, alguns em carro e outros em helicóptero, sem poder desempenhar sua tarefa: recolher impressões digitais e amostras dentárias ou ósseas dos corpos depositados nesse imenso necrotério situado na localidade de Takua Pa.

As mesas nas quais trabalhavam há mais de uma semana já estavam ocupadas por legistas da Alemanha e da Eslovênia e, ante a falta de espaço e meios, a equipe franco-espanhola se viu obrigada a permanecer inativa.

Nas duas filas de mesas nas quais é realizado o recolhimento de amostras, trabalham cerca de 200 especialistas de mais de 20 países, a maioria deles europeus.

O grupo franco-espanhol retomou hoje, terça-feira, seu trabalho depois de a França ter apresentado um protesto formal ante a comissão executiva encarregada de coordenar o trabalho dos cerca de 400 especialistas de cerca de 30 países que participam do recolhimento de amostras dos corpos.

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