Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Desmatamento na Amazônia será combatido pelo Exército

Quarta, 14 de Julho de 2004 às 02:15, por: CdB

Dezoito helicópteros do Exército e os batalhões de selva na Amazônia Legal passarão a integrar a ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o combate ao desmatamento clandestino, a partir da próxima semana.

O anúncio foi feito pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ao assinar, na última terça-feira, com o ministro da Defesa, José Viegas, uma portaria ministerial assegurando o repasse ao Exército de R$ 10 milhões para as despesas com o uso do equipamento e dos efetivos daquela Força.

- Esta cifra é apenas inicial e a ministra nos tem tranqüilizado sobre a possibilidade de numerários suficientes para as operações do Exército - disse Viegas.

As ações incluem o apoio ao monitoramento e fiscalização feito pelo Ibama e o transporte dos fiscais e dos agentes federais. Os efetivos vão também garantir a segurança das atividades.

Os militares cuidarão ainda do transporte do material apreendido, informou Marina. A adoção do equipamento militar garantirá uma redução de até 30% nos custos, já que até o momento os helicópteros usados pelo Ibama eram alugados, acrescentou. A ministra informou que a adesão do Exército terá a vantagem de impor respeito ao trabalho do Ibama, com seu natural "poder de dissuadir a contravenção".

Marina lembrou que a portaria ministerial faz parte de um esforço coordenado do Governo que envolve 13 ministérios como o da Justiça, com a ação da Polícia Federal, o do Transportes, com a ações para preservação do meio ambiente na construção da BR-163, e da Fazenda, com a adoção de critérios técnicos para serem consideradas exigências de variável ambiental para autorização de empréstimos bancários.

O Plano de Ação de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal conta com um total de R$ 394 milhões, sendo a maior parte dos recursos destinada à regularização da posse de terra. Em 2002/2003, as derrubados chegaram 23.750 quilômetros quadrados no período, o segundo maior índice registrado, menor apenas do que o de 1994/1995, que chegou a um total de 29.059 quilômetros quadrados de florestas destruídas.

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