Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Desmatamento na Amazônia em julho foi 93% maior

O Relatório do Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, revelou que 836 km² de área da Amazônia foi desmatada no mês de julho. Deste total, 577 km² foram registrados no Pará e 124 km², no Mato Grosso. O desmatamento na Amazônia em julho foi 93% maior que o verificado no mesmo mês de 2008. (Leia Mais)

Terça, 01 de Setembro de 2009 às 07:44, por: CdB

O desmatamento na Amazônia em julho foi 93% maior que o verificado no mesmo mês de 2008, de acordo com relatório divulgado nesta terça-feira pela organização não governamental (ONG) Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), que utiliza imagens de satélites, mostrou que houve a derrubada de pelo menos 532 quilômetros quadrados (km²) de florestas em julho. No mesmo mês do ano passado, a área derrubada foi de 276 km².

De acordo com o Imazon, o desmate ficou concentrado no oeste do Pará, na região do entorno da BR-163 e da Terra do Meio, um conjunto de unidades de conservação, pressionado pelo avanço da pecuária. O estado foi responsável por 70% do desmatamento verificado em julho, com 372,4 km² a menos de florestas.

Mato Grosso aparece em seguida, com 64 km² (12% do total), e o Amazonas em terceiro, com 53 km² de derrubada no período (10%). Com poucas nuvens sobre a região, os satélites conseguiram observar 81% da Amazônia, segundo o relatório.

De acordo com o Imazon, pelo menos 18% dos novos desmatamentos verificados em julho ocorreram dentro de unidades de conservação, (UCs) que deveriam ser áreas protegidas da exploração ilegal de madeira. As UCs mais afetadas foram a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu e as florestas nacionais de Altamira e do Jamanxim, todas no Pará.

Apesar do aumento do desmate em julho, os dados do Imazon apontam redução da derrubada entre agosto de 2008 e julho de 2009 em relação ao período anterior (agosto de 2007 a julho de 2008). Pelos números do SAD, o desmatamento acumulado até agora foi de 1.766 km², ante 5.031 km² do período anterior, o que corresponde a uma queda de 65%.

Já o Relatório do Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgado nesta terça-feira, revelou que 836 km² de área da Amazônia foi desmatada no mês de julho. Deste total, 577 km² foram registrados no Pará e 124 km², no Mato Grosso. A área desmatada é um pouco maior do que a cidade de Campinas.

Na comparação com julho do ano passado, o desmatamento aumentou. Na época, o Inpe detectou 323 km² de floresta devastada, com 81% da área coberta por satélite visível. Isto representa um aumento de 258% em 12 meses. Em junho, com 67% da área observada livre de nuvens, o Inpe registrou desmatamento em 578 km² de floresta. Na comparação mensal, a elevação é de 144%. Neste ano, a floresta já perdeu 1958 km² de área.

De acordo com o balanço, os Estados do Amazonas, Maranhão e Rondônia apresentaram respectivamente 47 km², 38 km² e 35 km² de áreas desmatadas, enquanto os demais Estados não tiveram desmate significativo em julho, mês em que a baixa ocorrência de nuvens na Amazônia permitiu a observação de 77% da região.

Os dados do Deter mostram que 95% dos alertas de julho foram confirmados como desmatamento e outros 85% dos alertas foram classificados como corte raso e apenas 10% como floresta degradada (sendo 6% degradação de alta intensidade e 4% de intensidade moderada e leve).

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