Pelo menos 388 pessoas morreram nas Filipinas devido a um deslizamento de terra causado por um furacão, segundo informações da Cruz Vermelha. Chuvas causadas pelo furacão Durian fizeram com que lama e rochas desabassem, descendo pelas encostas e enterrando dois vilarejos proximos ao vulgão Mayon, ao sudeste de Manila.
Outros cinco vilarejos também foram afetados. Com as buscas o número de mortos pode aumentar. Em setembro quase 200 pessoas morreram quando o furacão Xangsane atingiu o norte e o centro do país.
Os deslizamentos de terra atingiram a província de Albay, com os principais casos de mortos e feridos nos vilarejos de Daraga, Busay e Santo Domingo. A área afetada é próxima da cidade de Legaspi, 350 quilômetros da capital Manila.
O chefe do escritório nacional de Defesa Civil, Glen Rabonza, alertou que o número de mortos pode chegar a 200. Ele afirmou que 200 sacos para trasnportar corpos foram enviadas à área de desastre a pedido das autoridades da província.
Helicópteros sobrevoaram áreas atingidas em zonas isoladas depois que os sinais de telefones celulares falharam e as linhas de energia elétrica foram cortadas. A presidente filipina Gloria Macapagal Arroyo ordenou que os militares ajudem equipes médicas para alcançar os vilarejos afetados.
O tufão Durian causou danos no centro e norte das Filipinas depois que atingiu o arquipélago na quinta-feira. O secretário da Agricultura, Arthur Yap, afirmou que os fazendeiros nas regiões de cultivo de arroz, coco e outras lavouras, tiveram um prejuízo de cerca de US$ 10 milhões. Desmatamento ilegal e mineração aumentaram o risco de deslizamento de terra durante a temporada de furacões.
Durian, nome inspirado em uma fruta asiática, é o quarto furacão a atingir as Filipinas nos últimos meses. O Durian deve enfraquecer e se transformar em tempestade tropical quando se mover para o Mar do Sul da China. Cerca de 20 furacões atingem as Filipinas a cada ano.
Rio de Janeiro, 17 de Março de 2026
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