Rio de Janeiro, 31 de Março de 2026

Desinteresse na propaganda gratuita explica queda de Alckmin

Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira pelo diário paulista Folha de S. Paulo, mostrou que apenas 6% dos eleitores brasileiros afirmaram ter mudado de voto por causa da propaganda eleitoral. (Leia Mais)

Quinta, 31 de Agosto de 2006 às 09:57, por: CdB

Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira pelo diário paulista Folha de S. Paulo, mostrou que apenas 6% dos eleitores brasileiros afirmaram ter mudado de voto por causa da propaganda eleitoral. O fato explica, segundo analistas políticos ouvidos pelo Correio do Brasil, o fato de o candidato tucano Geraldo Alckmin não subir os 10 pontos percentuais esperados nos 10 primeiros dias do horário eleitoral gratuito, como ele mesmo havia previsto. A pesquisa revelou, ainda, que dos entrevistados, 55% afirmaram não ter assistido ao horário eleitoral, demonstrando que a influência da propaganda gratuita tem sido pequena sobre os eleitores. Ainda segundo o Datafolha, dos 43% eleitores que acompanharam os programas na televisão e têm candidato, 37% não mudaram a opção de voto.

Entre os atuais eleitores do candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), apenas 11% disseram que mudaram o voto e passaram a optar pelo tucano após o início do horário eleitoral na televisão. Já entre os que se declaram eleitores do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apenas 2% afirmaram terem optado pelo petista por causa da propaganda eleitoral. Já Heloísa Helena, candidata do PSOL, conquistou 14% de seus atuais eleitores por causa do horário eleitoral.

A pesquisa Datafolha mostra ainda que 68% dos votantes defendem que os presidentes disputem um novo mandato, o que significa um aumento de três pontos percentuais em relação a julho de 2005, quando 65% apoiavam o direito à reeleição. Dos eleitores de Lula, 80% defendem a reeleição dos presidentes. Entre os brasileiros que votam em Alckmin, o percentual dos que apóiam a reeleição é um pouco menor, de 54%. No caso de governadores e prefeitos, 65% disseram apoiar o direito à reeleição.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

Tags:
Edições digital e impressa