Rio de Janeiro, 26 de Maio de 2026

Desigualdade entre homens e mulheres afeta o Brasil

Um estudo divulgado nesta segunda-feira pelo Fórum Econômico Mundial revelou que o Brasil é um dos países que possuem mais desigualdade social entre homens e mulheres: em ranking de 58 países, o Brasil ficou em 51º lugar. A pesquisa foi realizada em 30 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e em outros 28 em desenvolvimento.(Leia Mais)

Segunda, 16 de Maio de 2005 às 08:08, por: CdB

Um estudo divulgado nesta segunda-feira pelo Fórum Econômico Mundial revelou que o Brasil é um dos países que possuem mais desigualdade social entre homens e mulheres: em ranking de 58 países, o Brasil ficou em 51º lugar. A pesquisa foi realizada em 30 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e em outros 28 em desenvolvimento.
 
Os itens avaliados para medir o grau de desigualdade, conforme padrões do Fundo das Nações Unidas para as Mulheres (Unifem), foram a participação econômica (igual remuneração por igual trabalho); oportunidades econômicas (acesso a empregos não restritos à baixa remuneração e à ausência de preparo); acesso à educação; presença em cargos decisórios, inclusive na política; e acesso a serviços de saúde. Sendo que estes dois últimos itens, considerados direitos básicos, são os principais problemas encontrados no país, e nos demais países da América Latina
 
 
A pontuação dos países no ranking vai de 1 a 7 - quanto mais perto do 7, menor a desigualdade. O Brasil ficou com 3,29 pontos. Na classificação geral, ficou atrás de países como Bangladesh (39°) e Zimbábue (42°). A Argentina ficou em 35°. A melhor colocação do Brasil foi em oportunidades econômicas (21° lugar) e a pior, no índice de presença em cargos decisórios (57°). Em termos de acesso à educação, o Brasil ficou em 27° lugar, enquanto a Argentina ficou em terceiro.
 
Suécia, Noruega, Islândia, Dinamarca e Finlândia, respectivamente, ocupam os cinco primeiros lugares da lista - a Suécia ficou com 5,53 pontos. Segundo o estudo, "embora nenhum país tenha conseguido eliminar a diferença entre homens e mulheres, os países nórdicos tiveram mais sucesso em diminuí-la e em fornecer um modelo funcional para o resto do mundo". E afirma ainda:
 
"Caracterizados por suas sociedades liberais, com um impressionante registro de abertura e transparência no governo e redes de proteção social abrangentes (...) as mulheres nesses países têm acesso a um espectro maior de oportunidades educacionais, políticas e profissionais."
 
Os EUA ficaram em 17° lugar, com 4,40 pontos. No item de oportunidades econômicas, ficaram atrás do Brasil, em 46° lugar, devido à licença-maternidade insuficiente e à falta de benefícios sociais durante a licença, além da falta de creches públicas, segundo consta no documento.


- O objetivo do estudo é fornecer uma ferramenta para medir a diferença entre os gêneros nesses países (...) e dar oportunidades para que os países aprendam com as experiências dos que foram mais bem-sucedidos na promoção da igualdade entre homens e mulheres - afirma o economista-chefe e diretor do Programa de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial, Augusto Lopez-Claros.

 
 

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