Os desfiles das coleções de prêt-à-porter de primavera e verão começaram para valer na segunda-feira com a coleção de Christian Dior, mostrando que o mundo da moda está desafiando o ambiente mundial de pessimismo cada vez maior.
O desfile de Dior, no Jardim das Tuileries, marcou o início da parte principal do evento de moda, que começou no fim de semana com coleções de vários estilistas mais jovens.
- Tribal chic. Cravado. Acinturado. Degradé - diziam as anotações do desfile de John Galliano da Dior, na qual ele pôs na passarela modelos adolescentes em vestidos diáfanos de festa, percorrendo a passarela ao som de uma batida forte de rock.
- É tudo muito jovem, transparente, leve e bastante sóbrio - disse a atriz Marisa Berenson à Reuters Television depois do desfile.
- Houve algumas misturas de cores maravilhosas, como ele sempre faz, mas eu gostei da leveza e transparência - afirmou.
Cerca de 100 estilistas vão expor suas coleções nesta semana, levando modelos, estilistas, jornalistas e fashionistas a percorrer a capital francesa, aparentemente ignorando a turbulência que coloca em risco a economia global.
Enquanto reguladores bancários e líderes governamentais em Washington e na Europa lutam para controlar uma crise financeira global que já derrubou alguns dos maiores nomes do setor bancário e ameaça a economia global, o setor da moda estava olhando para o lado positivo das coisas.
- Existem países em que há crescimento - disse à Reuters o diretor da Dior Couture, Sidney Toledano.
- Seguimos a estratégia de reforçar nossos negócios nos países emergentes e também nos mercados maduros - afirmou.
Fora do desfile, cinegrafistas e celebridades fazendo pose sob o sol do outono criavam um cenário fashion mais tradicional, enquanto os jornalistas buscavam saber as reações das personalidades presentes.
- É tudo muito fluido, muito Lolita, muito sexy, muito moderno - disse a jornalistas a atriz Eva Green, ex-Bond girl e rosto da Dior.
- Acho que sempre haverá pessoas procurando coisas belas e luxuosas para alegrar seus dias, e sei que eu mesma procuro na moda uma válvula de escape - disse à Reuters a artista burlesca Dita von Teese.
- Talvez outras pessoas também pensem assim - concluiu.