Empregadores norte-americanos fecharam 263 mil postos de trabalho em setembro, mais que o esperado, elevando a taxa de desemprego para 9,8%, mostrou um relatório do governo divulgado nesta sexta-feira, que incitou temores de que a fraqueza do mercado de trabalho pode arruinar a recuperação econômica. O Departamento de Trabalho informou que a taxa de desemprego foi a mais alta desde junho de 1983 e que o número de empregos caiu pelo vigésimo primeiro mês consecutivo.
Analistas consultados pela agência inglesa de notícias econômicas Thomson/Reuters previam que os cortes caíssem para 180 mil em setembro e que a taxa de desemprego subisse para 9,8%, contra 9,7% no mês anterior. O governo também revisou as demissões de julho e agosto para mais 13 mil cortes do que o inicialmente divulgado.
Recuperação lenta
O Wal-Mart, maior varejista do mundo, vê a lenta recuperação desafiando as condições dos negócios nos Estados Unidos, enquanto a operação na Ásia "está um pouco melhor", disse nesta sexta-feira o chairman do grupo, Rob Walton. Walton espera que o Wal-Mart consiga se desvencilhar da anêmica recuperação dos EUA por meio da conquista de novos clientes e com ganho de market share no país, ao mesmo tempo em que os gastos mais sólidos de consumidores na Ásia suportam as atividades nessa região.
– Nossos negócios nos EUA são muito desafiadores neste momento... Algumas das notícias recentes sobre a economia são mais negativas do que se esperava. Nós esperamos apenas uma lenta recuperação nos EUA, nada extremamente rápido – disse Walton.
Apesar de ver um cenário melhor para a empresa na Ásia, o executivo disse que o Wal-Mart não tem planos imediatos de abrir lojas em mais países da região. O grupo, que tem valor de mercado de 189 bilhões de dólares, já disse que abrirá 50 lojas na China.