Rio de Janeiro, 13 de Janeiro de 2026

Desemprego volta a subir em todo o país

A taxa de desemprego no país voltou a subir em fevereiro e deve continuar em alta devido a questões sazonais, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em fevereiro, a taxa de desemprego ficou em 9,9%, acima dos 9,3% de janeiro. (Leia Mais)

Quinta, 29 de Março de 2007 às 09:30, por: CdB

A taxa de desemprego no país voltou a subir em fevereiro e deve continuar em alta devido a questões sazonais, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em fevereiro, a taxa de desemprego ficou em 9,9%, acima dos 9,3% de janeiro.

- Esse aumento do desemprego não é surpresa. Fevereiro é um mês de dispensa de temporários contratados para as festas de final de ano e para trabalhar no verão, como no Rio de Janeiro, e em fevereiro também há um aumento da procura por trabalho depois do Carnaval e das férias - afirmou o economista Cimar Pereira, do IBGE.

Para Pereira, a perspectiva é de que a taxa volte à casa dos 10% em março, principalmente pelo aumento da procura por trabalho.

- Por conta da sazonalidade, a taxa do mês que vem tende a ser maior. Além de ainda ter dispensa de funcionários (temporários) em março, tem o fator da procura maior por conta do inicio da atividade econômica. As indústrias começam a ligar as turbinas - explicou.

Apesar do aumento na comparação com janeiro, a taxa foi menor que os 10,1% de fevereiro do ano passado.

- Houve aumento de 6,5% no contingente de desocupados (2,2 milhões) em relação a janeiro, o que representou mais 136 mil pessoas procurando trabalho, e estabilidade em relação a fevereiro de 2006 - afirma o IBGE em comunicado.

O contingente de ocupados, estimado em 20,4 milhões em fevereiro, manteve-se estável na comparação com janeiro, ainda segundo o IBGE. Ele cresceu 2,5 por cento em relação a fevereiro de 2006, resultando num aumento de 506 mil pessoas.

Equivalência com 2006

Pereira disse que o mercado de trabalho nos meses de janeiro e fevereiro projeta um ano de 2007 parecido com o de 2006, isto é, com melhora qualitativa, mas sem avanços quantitativos.

- 2006 foi muito parecido com 2005. o mercado de trabalho mostra que 2007, apesar de ser cedo para se avaliar, será parecido com 2006. Haverá aumento da renda e do emprego formal, mas a ocupação não deve responder à demanda. Ainda não deu para ver o aumento da economia ser refletida no mercado de trabalho - disse Pereira.

O rendimento médio real dos trabalhadores cresceu 2,5% frente a janeiro. Em relação a fevereiro do ano passado, o aumento foi de 6,1%.

O aumento do rendimento, no entanto, ficou concentrado nas pessoas com salários mais altos e com 11 anos ou mais de estudos. Para essa faixa, o rendimento aumentou 3,8%.

- Isso foi localizado na indústria onde o rendimento subiu 10,8 por cento. O rendimento está subindo para a população mais abastada. É um fenômeno que precisa ser olhado com mais cuidado nos próximos meses - disse Pereira.

O IBGE realiza a pesquisa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre).

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