O desemprego brasileiro diminuiu em dezembro para o menor patamar da série histórica, mas a taxa média de 2009 superou a do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. A taxa caiu para 6,8% em dezembro, ante 7,4% em novembro. O dado igualou-se à leitura de dezembro de 2008, a menor da série iniciada em 2002. Economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam uma taxa de 6,6%.
A taxa de desemprego média em 2009 como um todo foi de 8,1%, contra 7,9% em 2008. Em dezembro, o número de pessoas ocupadas totalizou 21,815 milhões, alta de 1% sobre novembro e de 1,4% sobre igual mês de 2008. O total de desocupados foi de 1,592 milhão, queda de 7,1% mês a mês e avanço de 1,6% na comparação anual. O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado cresceu 1,5% em dezembro ante novembro e ficou estável ano a ano.
O rendimento médio do trabalhador caiu 0,9% em dezembro sobre novembro e subiu 0,7% ante o ano anterior, a R$ 1.344,40, mas em 2009, cresceu 3,2%, para R$ 1.350,33. Em 2008, a alta havia sido ligeiramente maior, de 3,4%.
Em Recife, porém, os trabalhadores tiveram rendimento médio de R$ 895,90 em 2009, o menor entre as regiões avaliadas dentro da Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Na região metropolitana da capital pernambucana, foi observada também a menor variação em relação a 2003. Os empregados daquela região obtiveram ganho de 5,6% nos últimos sete anos. Os trabalhadores sem carteira assinada apresentaram alta de 18,8% na renda média, de 2003 a 2009. Os empregados com carteira tiveram aumento menos expressivo, de 7,3%; militares ou funcionários público estatutários obtiveram aumento de 22,5%, e trabalhadores por conta própria ganharam 21,1% a mais do que em 2003.
Empregados domésticos
Entre os grupamentos de atividade, os serviços domésticos apresentaram ganho de 26,8% nos últimos sete anos, impulsionado pelos aumentos do salário mínimo. Já na indústria extrativa e de transformação, a elevação no rendimento foi de 15,8% de 2003 a 2009. As mulheres tiveram, em 2009, rendimento médio de R$ 1.097,93, o equivalente a 72,3% dos R$ 1.518,31 recebidos pelos homens. Em 2003, as mulheres recebiam 70,8% da média total ganha pelos homens.
Já os trabalhadores negros ou pardos receberam R$ 882,42 médios no ano passado, o que representou apenas 51,4% dos R$ 1.716,44 que foram ganhos pelos empregados de cor branca. De 2003 para cá, os ganhos dos trabalhadores de cor preta ou parda subiram 22,3%; já os rendimentos dos empregados de cor branca subiram 15,3% no período.