Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Desemprego estável frustra previsões

A constatação de que existem mais de 2,32 milhões de desempregados, nos seis principais centros urbanos do país, frustrou a maioria dos economistas que previam, para outubro e novembro, uma taxa menor de desocupação na economia brasileira. O motivo do otimismo teria sido o aumento nas vendas de Natal no comércio, setor no qual se presumia um aumento no número de contratações. (Leia Mais)

Quarta, 22 de Dezembro de 2004 às 09:20, por: CdB

A constatação de que existem mais de 2,32 milhões de desempregados, nos seis principais centros urbanos do país, frustrou a maioria dos economistas que previam, para outubro e novembro, uma taxa menor de desocupação na economia brasileira. O motivo do otimismo teria sido o aumento nas vendas de Natal no comércio, setor no qual se presumia um aumento no número de contratações. A variação foi de apenas 0,1 ponto percentual entre outubro e novembro, resultado considerado estatisticamente estável. A taxa de desemprego medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 10,6% em novembro, contra os 10,5% de outubro. A pequena alta, porém, interrompe uma seqüência de duas quedas consecutivas no indicador.

Segundo o IBGE, o contingente de pessoas ocupadas nas seis regiões envolvidas na pesquisa em novembro era de 19,5 milhões, indicando estabilidade em relação a outubro, mas crescendo 3,4% sobre novembro do ano passado. Enquanto a população ocupada cresceu 0,4% e foram abertas 71 mil novas vagas, o número de pessoas procurando emprego aumentou 2,2% o que causou o aumento na taxa do mês. Segundo o IBGE, 49 mil pessoas a mais passaram a procurar emprego em novembro. No total, as seis maiores regiões metropolitanas registram 2,32 milhões de pessoas em busca de um trabalho.

Os homens representaram 56,4% da população ocupada e as mulheres, 43,6%. Números do IBGE divulgados nesta quarta-feira indicam que em 12 meses foram criados 633 mil postos de trabalho. Estes dados confirmam "a tendência de crescimento anual do emprego observada em março", diz a pesquisa.

Segundo o instituto, o contingente de pessoas ocupadas para as seis regiões envolvidas na pesquisa em novembro era de 19,5 milhões, indicando estabilidade em relação a outubro, mas crescendo 3,4% sobre novembro do ano passado. Os homens representaram 56,4% da população ocupada e as mulheres, 43,6%. Os dados indicam que o segmento da indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água absorveu 17,7% da População Ocupada em novembro; seguida do segmento de Outros serviços (alojamento, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais) com 17,4%.

Entre os desempregadas, 19,2% nunca trabalharam e 26,2% eram responsáveis pela família. Deste total de 2,32 milhões, 40,7% procuraram emprego por um período de um a 6 meses. Deste total, 27% estão procurando trabalho há pelo menos um ano. Jovens até 24 anos correspondem ao maior grupo do contingente de desempregados, com 45,8%.

O rendimento médio do trabalhador, que também se manteve estável estatisticamente, passou de R$ 900,20 para R$ 904,70, entre outubro e novembro. Se comparado a números de novembro do ano passado, a renda do trabalhador subiu 2,6%. O rendimento médio é de R$ 904,70, equivalente a 3,5 salários-mínimos. Também na comparação com outubro, o IBGE apurou uma queda de 0,3% na renda dos empregados com carteira assinada e uma alta de 7% nos sem carteira de trabalho. Já os trabalhadores por conta própria registraram uma redução de 4% em seus rendimentos.

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