O desemprego brasileiro registrou em julho a segunda menor leitura da história e a menor taxa para esse mês desde o início da série dos dados, em 2002. A taxa deve registrar recorde de baixa mensais até o fim do ano, na avaliação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país caiu para 6,9%, contra 7% em junho e 8% em julho de 2009, informou o IBGE nesta quinta-feira. Na média do ano, a taxa de desemprego está em 7,3% , abaixo dos 8,5% verificados no mesmo período de 2009. Economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters projetavam para julho uma taxa de 7,1%, de acordo com a mediana de 11 respostas que variaram de 7,0 a 7,3%. O resultado de julho desse ano só é superado pela taxa de 6,8% observada nos meses de dezembro de 2008 e 2009. – Já atingir a segunda taxa mais baixa é um fato quase inédito. A tendência é que a taxa venha caindo no segundo semestre. Quanto mais perto de dezembro, mais baixa vai ser – disse a jornalistas o economista do IBGE Cimar Pereira Azeredo. A população ocupada somou 22,020 milhões de pessoas em julho, alta de 0,6% sobre junho e avanço de 3,2% contra igual mês do ano passado, atingindo o maior patamar da série. O número de desocupados totalizou 1,644 milhão, queda de 0,2% na comparação mensal e recuo de 11,3% na anual, o menor nível desde o início da coleta em 2002. Entre junho e julho o emprego com carteira cresceu de forma expressiva e a indústria voltou a contratar em bom número. A indústria de São Paulo foi o destaque com um aumento no contingente de empregados industriais de 4,1%, melhor desempenho desde agosto de 2008. Na comparação com julho do ano passado, a expansão foi de 7,4%. – A indústria foi muito penalizada pela crise e perdeu funcionários de chão de fábrica. O resultado mostra o vigor do setor – disse Azeredo. O IBGE acrescentou que o rendimento médio do trabalhador brasileiro foi de R$ 1.452,50 em julho, alta mensal de 2,2% e elevação anual de 5,1%. – O ganho do rendimento vem da melhora no mercado de trabalho, aumento da carteira assinada, aumento de vagas na indústria e oportunidades mais qualificadas – disse Azeredo. Na média do ano, o rendimento médio do trabalhador tem um crescimento de 2,1% frente ao mesmo período de 2009. Na análise das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre), a variação mais significativa na taxa de desocupação foi registrada na capital pernambucana (8,6% em junho para 10% em julho).
Desemprego cai ao menor patamar desde 2002
O desemprego brasileiro registrou em julho a segunda menor leitura da história e a menor taxa para esse mês desde o início da série dos dados, em 2002.
Quinta, 26 de Agosto de 2010 às 12:19, por: CdB