As finanças públicas da Grã-Bretanha se deterioraram severamente em dezembro, colocando as contas no caminho para o pior ano desde que os dados passaram a ser apurado depois da Segunda Guerra Mundial. Ao mesmo tempo, o número de britânicos sem emprego se aproximou de 2 milhões de pessoas. De acordo com a agência nacional de estatísticas, o setor público registrou um pedido líquido de recursos de 44,2 bilhões de libras (US$ 62 bilhões) no mês passado, o maior valor já apurado.
Praticamente metade destes recursos foram gastos pelo governo no processo de recapitalização do Royal Bank of Scotland. Outros 2 bilhões de libras foram usados para dar suporte à empresa de construção Bradford & Bingley e refinanciar sistemas de financiamento de serviços financeiros.
Os dados sobre o mercado de trabalho, por sua vez, confirmaram a situação ruim. A medida de desemprego que inclui pessoas que estão buscando trabalho mas não estão recebendo nenhum tipo de benefício subiu para 1,923 milhão de pessoas, a mais alta desde setembro de 1997. A taxa de desemprego subiu para 6,1% nos três meses encerrados em novembro, o maior patamar desde o trimestre encerrado em abril de 1999. Um mês antes, a taxa de desemprego estava em 6%.
– O aumento do desemprego é simplesmente terrível – afirmou Philip Shaw, economista da Investec.