A taxa de desemprego, nas seis maiores regiões metropolitanas do país, atingiu em dezembro em 7,4%, a menor da série histórica iniciada em 2002, ante 8,2% em novembro, informou na quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2007, a taxa foi de 9,3%, também a menor da série. O número de pessoas ocupadas caiu 0,3% em dezembro sobre novembro, para 21,4 milhões. Na comparação com dezembro do ano anterior houve alta de 3%.
O número de desocupados declinou 10,9% sobre novembro, para 1,7 milhão de pessoas. Em relação a dezembro do ano anterior, houve queda de 9,5%, informou o IBGE. O rendimentos médio dos trabalhadores subiu 0,9% mês a mês e 2,3% ano a ano, atingindo R$ 1.164,00.
Rendimento sobe
Em 2007, o rendimento subiu 3,2% em relação ao ano anterior mas, mesmo com o aumento de 7,7% nos últimos quatro anos da média de rendimento mensal real dos trabalhadores, ainda não foi possível recuperar as perdas de 2002. É o que aponta a análise das pesquisas do IBGE para as seis regiões metropolitanas pesquisadas.
No segundo semestre do ano passado, o rendimento médio real (R$1.141,92) era 4,9% menor que no mesmo período de 2002 (R$1.200,19), apesar de estar em processo de recuperação. O economista do IBGE Cimar Azeredo lembrou que em 2003 houve um processo de recessão que atingiu também meados de 2003 e atravessou o primeiro semestre de 2004.
- Esse processo de recessão baixou muito o poder de compra da população e desorganizou o mercado de trabalho. Desde 2004, aos poucos, o mercado vem passando por um processo de reorganização e recuperação, mas sem conseguir atingir ainda o patamar de 2002 - disse Azeredo, acrescentando que a expectativa é de que, nos próximos anos o país consiga recompor todas essas perdas.
A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE mostra que o índice de desempregados no país, em 2007, ficou em 9,3%, o menor dos últimos cinco anos, e que o número de pessoas empregadas com carteira assinada no setor privado subiu de 39,7%, em 2003, para 42,4% no ano passado. Os resultados positivos, segundo Azeredo, refletem o desempenho da economia.
- O cenário do mercado de trabalho está melhor, porque o cenário econômico melhorou. As taxas de juros sofreram um processo de acompanhamento que deu aos investidores maiores garantias, e o controle de uma moeda internacional permitiu isso. O risco país também está mais baixo. São esses indicadores do cenário econômico que dão ao investidor uma maior confiança para criar postos de trabalhos - explicou o economista.
A pesquisa também revela crescimento no número de contribuintes para a Previdência: o contingente de trabalhadores subiu de 61,1%, em 2003, para 64,1%, em 2007. As estimativas para a população ocupada que contribui para a Previdência revelam que, tanto no último ano, quanto na comparação com 2003, houve expansão superior à da população ocupada. Entre 2003 e 2007, o número de pessoas ocupadas aumentou 11,9% e entre aqueles que contribuem para a previdência a variação foi de 17,3%.