Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Desembargador manda libertar pai e madrasta de Isabella

No final da manhã desta sexta-feira, os advogados de defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, presos sob suspeitas de serem os responsáveis pelo assassinato da filha e enteada Isabella Nardoni, informaram que o desembargador Caio Ganguçu de Almeida, teria assinado liminar que determinaria a libertação do casal. (Leia Mais)

Sexta, 11 de Abril de 2008 às 08:35, por: CdB

No final da manhã desta sexta-feira, os advogados de defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, presos sob suspeitas de serem os responsáveis pelo assassinato da filha e enteada Isabella Nardoni, informaram que o desembargador Caio Ganguçu de Almeida, teria assinado liminar que determinaria a libertação do casal.

Um dos advogados esteve na nona Delegacia onde está preso Alexandre. Ele foi conversar com o titular da DP para acertar os detalhes formais da libertação. O pedido de prisão preventiva, segundo o advogado,  não cumpria os requisitos básicos para sua manutenção. O desembargador entregou seu parecer na manhã desta sexta-feira ao Tribunal de |Justiça, que ainda não confirmou a emissão do habeas-corpus.
 
Com a decisão, o casal continua sob investigação, mas em liberdade. A decisão é em caráter liminar e ainda cabe recursos ao Tribunal de Justiça pauista. O julgamento do mérito deve ocorrer em até 30 dias.
 
O pedido dos defensores para que Nardoni e Anna Carolina acompanhem as investigações em liberdade foi protocolado na segunda –feira. A expectativa era de que o parecer do desembargador fosse divulgado nestaa quinta-feira, mas a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça anunciou a prorrogação do prazo para o anúncio da decisão.
 
O casal deve ser solto ainda nesta tarde, mas seus advogados afirmam que não sabem se eles voltarão para o apartamento onde ocorreu a morte de Isabella.
 
O casal está detido desde quinta-feira passada após a polícia pedir à Justiça prisão temporária de 30 dias. A defesa sustentava que a libertação do casal não representará risco ao inquérito.
 
– Não há o menor risco de eles atrapalharem as investigações. Eles ficaram em liberdade durante as investigações e nesse período foram produzidas várias provas. Em nenhum momento, eles criaram obstáculos para a produção das provas, não coagiram testemunhas e muito menos se furtaram a comparecer diante de autoridade policial – disse o advogado Marco Polo Levorin.

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