Rio de Janeiro, 05 de Outubro de 2026

Desarticulada no Rio quadrilha de milicianos

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro fez, na manhã desta quarta-feira, uma operação para prender suspeitos de integrarem uma milícia que atua na zona oeste há 13 anos. Um delegado federal aposentado, que seria um dos chefes do grupo, é um dos treze suspeitos presos. Ele foi preso em casa, em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

Quarta, 27 de Julho de 2011 às 08:47, por: CdB
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A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro fez, na manhã desta quarta-feira, uma operação para prender suspeitos de integrarem uma milícia que atua na zona oeste há 13 anos. Um delegado federal aposentado, que seria um dos chefes do grupo, é um dos treze suspeitos presos. Ele foi preso em casa, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. Entre os acusados estão integrantes da Aeronáutica, da Polícia Civil e da Polícia Militar. Segundo o Ministério Público, o grupo criminoso era chefiado pelo delegado federal Luiz Carlos da Silva, pelo agente da Polícia Civil Eduardo Lopes Moreira e pelo policial militar Thiago Rodrigues Pacheco, que foram presos hoje. O grupo foi denunciado à 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, que decretou a prisão preventiva por formação de quadrilha armada para a prática de crime hediondo. De acordo com o Ministério Público, o grupo agia desde 1998, nas localidades de Pedra Branca, Santa Maria, Pau da Fome, da Estrada dos Teixeiras, Estrada do Rio Pequeno e Estrada do Rio Grande, cobrando ilegalmente taxas dos moradores. Eles são acusados ainda de homicídios qualificados, agiotagem, crimes ambientais, tráfico de influência, entre outros crimes. Cento e vinte homens participaram da operação. Os mandados foram cumpridos em Copacabana, na Zona Sul, no Recreio dos Bandeirantes, na Taquara, em Santa Cruz e em Campo Grande, na Zona Oeste, e em Marechal Hermes, no subúrbio. A Delegacia de Repressão a Ações Criminosas (Draco) contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco), que ofereceu as denúncias, e também da Corregedoria Geral Unificada (CGU), da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança (Ssinte) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
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