Grupo de Trabalho sobre Desaparecimentos Forçados e Involuntários emitiu comunicado sobre 'centenas de casos' ocorridos no país norte-africano.
Civis na Líbia
A onda de deparecimentos de pessoas na Líbia devido à violência política no país pode representar crime contra a humanidade. A declaração foi feita por um grupo de peritos das Nações Unidas no tema.
Em comunicado, emitido nesta quinta-feira, o Grupo de Trabalho sobre Desaparecimentos Forçados e Involuntários afirmou que está "profudamente preocupado com alegações de que centenas de pessoas teriam desaparecido nos últimos meses no país".
Paradeiro
A violência política na Líbia começou em fevereiro, quando manifestantes saíram às ruas pedindo que o líder Muammar Kadafi, deixasse o poder.
Segundo o Grupo de Trabalho, formado por cinco relatores independentes, a "prática sistemática de desaparecimentos forçados é, por sua própria natureza, um crime contra a humanidade".
De acordo com os relatos recebidos, centenas de pessoas teriam sido levadas para locais não-identificados, onde teriam sido torturadas, recebido tratamento cruel ou até mesmo executadas.
Na maioria dos casos, o paradeiro das vítimas continua desconhecido.
No sábado, uma coalizão internacional começou a bombardear alvos ligados a Kadafi na Líbia para garantir a zona de exclusão aérea, prevista pelo Conselho de Segurança.