Rio de Janeiro, 17 de Maio de 2026

Desaceleração industrial se acentua em julho

Quarta, 13 de Julho de 2005 às 07:16, por: CdB

O ritmo da desaquecimento da indústria brasileira acelerou em julho, quando a avaliação das empresas sobre o presente foi a pior em dois anos, mostrou uma pesquisa trimestral da Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

A situação atual dos negócios é considerada boa por 33% dos entrevistados e fraca por 16%. A diferença de menos 17 pontos percentuais entre as duas repostas é o pior resultado desde julho de 2003.

"Os números revelam que a tendência de diminuição no ritmo de atividade da indústria aprofundou-se no segundo trimestre do ano", disse a FGV em comunicado.

"As empresas industriais chegaram a julho com as piores avaliações em dois anos sobre a situação presente e com previsões menos favoráveis para os próximos meses."

Para 41% dos industriais, a situação dos negócios melhorará nos próximos seis meses, abaixo dos 44% que previam isso na pesquisa anterior, feita em abril. O número de empresários que esperam piora à frente aumentou, passando de 11% em abril para 20% em julho.

Para 47% dos entrevistados, a produção crescerá no terceiro trimestre, enquanto 20% esperam redução. A diferença entre as respostas foi pior que o resultado de julho de 2004, quando essas leituras eram de, respectivamente, 51 e 8%.

Em relação ao emprego, 16% pretendem contratar no terceiro trimestre do ano e 20% prevêem demissões. O número de empresários que deve aumentar preços no terceiro trimestre passou de 41% na sondagem de abril para 24% em julho.

A porcentagem de empresários que pretende cortar preços subiu de 5 para 23%.
"O desaquecimento da atividade produtiva, aliado à desvalorização do câmbio, teve impacto nos preços", acrescentou a FGV.

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