Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Derrubada da Help será concluída em março

Sexta, 22 de Janeiro de 2010 às 08:14, por: CdB

A demolição do imóvel que abrigava a boate Help, na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, deverá ser concluída em março. O processo de derrubada teve prosseguimento nesta quinta-feira (21), dia em que foi feita a pesquisa para definição de fundação mais adequada. No lugar, será construída a nova sede da Museu da Imagem e do Som (MIS), que deve ser inaugurada em 2012.

O cronograma foi divulgado pela Secretaria de Cultura, responsável pela implantação do projeto, orçado em R$ 70 milhões. O prédio foi concebido para ser um espaço de cultura, turismo e lazer. Ele será moderno, de linhas arrojadas, inspiradas nas ondas do calçadão da praia. O projeto arquitetônico, dos americanos Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio, ganhou um concurso internacional do qual participaram sete dos mais importantes escritórios de arquitetura do mundo.

O novo MIS terá seis andares, com uma área total de cerca de sete mil metros quadrados. O projeto de curadoria do museu divide o espaço em três grandes eixos: galerias de exposições, dando a dimensão narrativa do novo MIS, uma espécie de vitrine do acervo; fábrica da memória, que transformará a produção de memória, matéria-prima do MIS, em espetáculo, em produto cultural; e centro de documentação, com o material de pesquisa todo digitalizado e organizado para facilitar seu acesso.

A concepção preliminar do projeto derivou de estudos sobre o acervo do MIS, coleções guardadas pela instituição e identificação de lacunas. O trabalho durou seis meses e envolveu doze consultores, além de três conselheiros masters: Sérgio Cabral, Hermínio Bello de Carvalho e Jairo Severiano, personalidades ligadas historicamente ao MIS e com serviços prestados à cultura do país. Também participaram da concepção a diretora do MIS, Rosa Maria Araújo e o curador do novo museu, o jornalista Hugo Sukman.

O projeto de museografia é da diretora de cinema Daniela Thomas e divide o MIS em diferentes níveis: Espírito carioca – apresenta o humor como espírito e produto, a rebeldia e as festas, como o carnaval, características do Rio; Música – mostra a história do samba, do choro e da bossa nova, os três grandes gêneros musicais do Rio de Janeiro, e os cantores e compositores que fizeram carreira na cidade, além de exposição de instrumentos musicais; Felizes Trópicos – apresenta o modo de vida carioca, traduzido na produção de novelas e de cinema, e o acervo de Carmen Miranda que será incorporado; Montanha, sol e mar – que trata da relação da cidade com a natureza; e Noites cariocas – mostra a história da vida noturna da cidade ddesde os tempos dos saraus do Império.

Fundado em 1965, o MIS funciona hoje em duas sedes: Praça XV e Lapa, abrigando um acervo de aproximadamente 1,3 mil metros lineares de documentos de 22 coleções particulares, entre fotografias, cartazes, discos, filmes, vídeos e recortes de jornais, entre outros, além de sua própria, chamada de Depoimentos para a Posteridade, com quase mil depoimentos de personalidades vinculados à cultura.

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