Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Derrota de Greenhalgh apressa desejo de reforma política

Quinta, 17 de Fevereiro de 2005 às 07:10, por: CdB

A inesperada derrota do candidato Luiz Eduardo Greenhalgh, indicado pela bancada do PT para a presidência da Câmara dos Deputados, agendou com força no Senado Federal o tema da reforma política.

Desde segunda feira, quando foi aberta a 3º sessão legislativa da 52º Legislatura do Congresso Nacional, vários senadores ocuparam a tribuna para defender mudanças na regras eleitorais, objetivando, sobretudo, o fortalecimento dos partidos políticos.

Em seu discurso de despedida da presidência da Casa, o senador José Sarney (PMDB-AP) afirmou que a reforma política é a mais necessária de todas entre as que terão de ser votadas pelo Parlamento. Na mesma linha de raciocínio, o novo presidente, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) garantiu que dará ao assunto "prioridade absoluta".

O Senado Federal, como explicitou o senador José Jorge (PFL-PE) em Plenário, já aprovou vários pontos da reforma política e os projetos seguiram à avaliação da Câmara dos Deputados. Lá, as propostas isoladas foram agregadas em único projeto, porém ainda não chegaram até o momento ao Plenário.

Entre as sugestões mais polêmicas, a reforma política prevê o fim das coligações proporcionais, a adoção do financiamento público das campanhas e a instituição das listas fechadas na eleição de deputados, privilegiando as indicações partidárias em convenção.

Os líderes dos pequenos e médios partidos querem, por sua vez, o fim do instituto da verticalização, adotado pelo TSE e que proíbe coligações diferentes nos vários níveis da Federação, e a alteração da cláusula de barreira, pela qual o partido só assegurará direitos plenos de acesso a recursos públicos e a programas eleitorais de rádio e televisão gratuitos se obtiver nas eleições, para deputado federal, um mínimo de 5% por cento votos válidos em todo o país.

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