Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2026

Derrota de Bush na Câmara arrasta bolsas aos piores níveis desde o 11 de setembro

Analistas financeiros de todo o mundo concordaram ser esta a pior segunda-feira já vivida no mercado financeiro mundial, desde o atentado de 11 de setembro. Um dia que entra para a história com a marca do pânico estampada em números como os 9,36% de queda na Bolsa de São Paulo, que mergulhou diante da crise em marcha nos Estados Unidos e na Europa. Foi o pior resultado, em um único dia, em uma década. O Ibovespa chegou perto dos 14% negativos, aos 46.028 pontos, ao operar no pior cenário em 17 meses. (Leia Mais)

Segunda, 29 de Setembro de 2008 às 18:49, por: CdB

Analistas financeiros de todo o mundo concordaram ser esta a pior segunda-feira já vivida no mercado financeiro mundial, desde o atentado de 11 de setembro. Um dia que entra para a história com a marca do pânico estampada em números como os 9,36% de queda na Bolsa de São Paulo, que mergulhou diante da crise em marcha nos Estados Unidos e na Europa. Foi o pior resultado, em um único dia, em uma década. O Ibovespa chegou perto dos 14% negativos, aos 46.028 pontos, ao operar no pior cenário em 17 meses.

Isso, depois de as negociações terem sido interrompidas pelo circuit break, mecanismo acionado automaticamente quando o índice ultrapassa os 10% de queda, o que não acontecia desde 14 de janeiro de 1999. O giro financeiro do pregão atingiu US$ 5,73 bilhões. A rejeição de congressistas ao pacote do governo dos Estados Unidos para tentar evitar uma quebradeira de bancos do país ao mesmo tempo surpreendeu e coroou um dia recheado de notícias assustadoras do setor financeiro global.

Antes, os mercados já reagiam a notícias de novas vítimas da crise recente. Nos Estados Unidos, o Citigroup anunciava a compra das operações bancárias do Wachovi. Pior: o grupo belga-holandês Fortis deu sinais que a desconfiança com a saúde dos bancos chegou à Europa ao ser parcialmente nacionalizado para escapar da insolvência. Outras instituições do Velho Continente tiveram menos sorte. A concessora de empréstimos britânica Bradford & Bingley teve a unidade de varejo comprada pelo Santander, enquanto sua carteira de hipotecas era nacionalizada pelo governo britânico. O principal índice europeu de ações naufragou 5,23%, para o menor nível em 3 anos e meio.

O susto ganhou contornos de pânico quando o governo norte-americano fracassou no esforço de tentar passar no Congresso o plano anticrise de US$ 700 bilhões cuja aprovação já dava como certa. Com a maior queda em pontos diária da história, o índice Dow Jones despencou 6,98%. O Nasdaq foi ainda mais longe, derretendo 9,14%.

– Voltamos para o horizonte de incerteza e medo que marcava o mercado há duas semanas – disse Cristiano Souza, economista do ABN Amro.

Na bolsa paulista, todas as 66 ações do Ibovespa fecharam no vermelho, com as blue chips figurando no pelotão das piores. BM&F Bovespa naufragou 20,2%, para R$ 7,26. Vale deu um mergulho de 12,1%, para R$ 30,30. Os investidores desprezaram até Petrobras, que na sexta-feira à noite havia anunciado a descoberta de uma nova reserva de petróleo na bacia de Santos. Na cola de uma queda de US$ 11 do barril de petróleo, a ação preferencial da companhia perdeu 7,56%, para R$ 32,75.

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