Os deputado federal Zé Geraldo e o deputado estadual Airton Faleiro (PT-PA) acusados em matéria de uma revista semanal como envolvidos num esquema de corrupção com madeireiros, afirmam que vão processar seus acusadores. O esquema seria feito para arrecadar R$ 2 milhões e bancar a candidatura de prefeitos do partido na região da Transamazônica.
Zé Geraldo admite que receber doação, seja de quem for, para campanha eleitoral "não tem nada demais", se tudo estiver na prestação e contas do partido. O Sindifloresta, segundo o deputado, fez a denúncia porque teve seus interesses contrariados após a suspensão dos planos de manejo de seus madeireiros pelo Ibama.
- Antes de sair essa matéria, ouvi que o Sindifloresta (entidade dos madeireiros) iria pagar até R$ 1 milhão à revista para liquidar o PT - contra-atacou o deputado federal.
Já Faleiro se diz "surpreso e indignado" com a denúncia e afirma que sempre lutou contra a devastação da Amazônia e as madeireiras ilegais. Zé Geraldo anunciou que pedirá ao ministro da Justiça, Márcio Tomaz Bastos, que a Polícia Federal, responsável há dez meses por investigações no sudoeste do Pará sobre envolvimento de pessoas com corrupção e devastação da floresta, revele o resultado de seu trabalho.
O superintendente da PF no Pará, José Sales, disse ao Estado que o deputado não teve seu telefone grampeado, mas confirmou a investigação sobre o setor madeireiro do sudoeste paraense. O gerente executivo do Ibama em Santarém, Paulo Maier, também citado na denúncia da revista, nega qualquer ilegalidade.