Antes de o Plenário concluir a votação de um destaque do PSDB à Medida Provisória 527/11, os líderes da oposição discordaram de decisão da 1ª vice-presidente, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), na condução dos trabalhos, de continuar a sessão depois do término regimental de sua duração (até as 20 horas) porque os partidos estavam no processo de orientação de bancadas.
Os líderes argumentaram que a continuidade dos trabalhos na mesma sessão somente seria possível se os deputados já estivessem registrando seus votos no painel eletrônico.
Vários deputados discutiram com Rose de Freitas em voz alta e exigiram que o presidente da Câmara, Marco Maia, retornasse ao Plenário para decidir a questão.
O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), acusado por várias deputadas da bancada feminina de desrespeitar a 1ª vice-presidente, disse que não faltou com o respeito na discussão. “Quando me dirijo à deputada Rose de Freitas o faço da mesma forma como me dirijo ao presidente. Todos sabem que, às vezes, defendo arduamente meus pontos de vista sobre a interpretação do regimento. Fui duro, fui veemente como sou com qualquer um para defender meus argumentos, mas não faltei com o respeito”, avaliou o líder da oposição.
Foro íntimo
Depois de vários deputados se manifestarem, a deputada Rose de Freitas disse que não voltará a sentar-se na cadeira da Presidência antes que o presidente Marco Maia converse com as lideranças partidárias para que mudem sua atitude. “Tomei essa decisão de foro íntimo. É verdade sim que os deputados se exaltaram e isso me cansou. Eu tenho respeitado o deputado ACM Neto, mas disse várias vezes que não precisa gritar, não precisa se exaltar”, argumentou.
Rose de Freitas lembrou que sempre que houve um erro de sua parte ou da Secretaria-Geral da Mesa ela voltou atrás. “Se queremos igualdade, precisamos começar com o respeito. Não quero ser vítima de nada, mas também não aceito ser desrespeitada”, disse.
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