Os deputados do Partido do Congresso (CP) pediram hoje, terça-feira, que a líder do grupo, Sonia Gandhi, reconsidere sua decisão de não aceitar o cargo de primeira-ministra da Índia, depois do que esta deixou pendente sua decisão após uma reunião de quase três horas.
Após uma assembléia na sede do Grupo Parlamentar do Congresso, na qual mais de 50 dos 143 deputados eleitos intervieram para pedir que Sonia Gandhi seja primeira-ministra, um de seus líderes, Pranab Mukherjee, propôs que "deixem que Sonia Gandhi adote a decisão adequada".
Com um livre e enigmático "confiem em mim e deixem-me tomar esta decisão", Sonia Gandhi respondeu Mukherjee, com o que se deu por terminada a reunião, sem que fosse proposto outro líder do partido e candidato a primeiro-ministro, o que deixa todas as possibilidades abertas e mantém a incógnita de quem vai liderar o próximo Governo.
Depois de uma reunião realizada hoje com o presidente da Índia, Abdul Kalam, na qual tinha sido anunciado que Sonia Gandhi tomaria posse como primeira-ministra de um novo Governo laico, o dirigente do Partido do Congresso anunciou que não queria ser a chefe do novo Executivo.
Tanto a militância e partidários do Congresso na rua como os dirigentes do partido e de outros grupos coligados para formar Governo tentaram durante o dia todo conseguir que Sonia Gandhi reconsidere sua decisão.
Previamente, vários dirigentes políticos tinham afirmado que Sonia Gandhi proporia ao grupo parlamentar para ser eleito como primeiro-ministro a Manmohan Singh, ex-ministro das Finanças e iniciador das reformas econômicas na Índia no início dos anos noventa, mas esta possível proposição não chegou a ser planejada hoje.