Presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, o deputado Ricardo Izar (PTB-SP) reuniu-se, nesta terça-feira, com o ministro Carlos Ayres Brito, no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele entregou ao ministro, pessoalmente e por escrito, todas as respostas às indagações formuladas anteriormente por Ayres Brito no processo instaurado no conselho contra o deputado José Dirceu (PT-SP).
Para não permitir um novo adiamento no julgamento do deputado José Dirceu (PT-SP) no plenário da Câmara, previsto para esta terça-feira, o relator do processo, Júlio Delgado (PSB-MG), se antecipou: coletou assinaturas de deputados para tentar impedir que o petista seja beneficiado por uma eventual vitória na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o deputado Sérgio Miranda (PDT-MG) analisa o processo do ex-ministro e já aceitou seu pedido de que, somente depois de a CCJ julgar todos os seus recursos, o caso seja encaminhado ao plenário da Câmara.
Uma vez aprovado o recurso de Dirceu, seriam necessárias mais duas sessões do plenário, como determina o intervalo obrigatório, para a votação do parecer pelos 513 deputados. Delgado, no entanto, já colheu assinaturas para um requerimento pedindo que esse intervalo não seja necessário. Caso o requerimento seja aprovado em plenário, ficará mantido o julgamento de Dirceu em Plenário, nesta terça-feira, independentemente do resultado obtido na CCJ.
- Quero fazer de tudo para evitar novo atraso nesse processo - afirmou Delgado.
Segundo o recurso de Dirceu, as testemunhas arroladas pelo relator, que seriam as de acusação, deveriam ter sido ouvidas antes das testemunhas de defesa. Para o relator, não houve cerceamento de defesa nesse caso.