Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Deputados envolvidos no escândalo dos panetones são notificados

Terça, 15 de Dezembro de 2009 às 10:33, por: CdB

Responsável por analisar as representações feitas contra nove deputados distritais acusados pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, de envolvimento em um esquema de propina, o corregedor da Câmara Legislativa do Distrito Federal, o deputado distrital Raimundo Ribeiro (PSDB), informou que apenas o deputado Júnior Brunelli (PSC) ainda não foi oficialmente notificado sobre a apuração.

Ribeiro disse ter sido informado pela assessoria de Brunelli que ele está viajando e somente deverá retornar ao Distrito Federal na quarta-feira. Ainda de acordo com o corregedor, os deputados Leonardo Prudente (DEM) e Benício Tavares (PMDB) já foram notificados. Além dos oito deputados distritais (Júnior Brunelli, Leonardo Prudente, Benício Tavares, Eurides Brito (PMDB), Benedito Domingos (PP), Rogério Ulysses (PSB), Rôney Nemer e Aylton Gomes (PMN)), a Câmara também vai apurar a denúncia protocolada por um advogado contra o atual presidente da Casa, o deputado Cabo Patrício (PT).

Segundo o corregedor, a partir da notificação, cada parlamentar terá dez dias para apresentar sua defesa. Concluído esse prazo, Ribeiro terá 15 dias para estudar as denúncias e as justificativas de cada um antes de emitir seus relatórios. No entanto, caso o plenário não aprove a convocação extraordinária, o recesso parlamentar poderá acabar dilatando esse limite de tempo.

– Assim que receber as defesas (dos acusados) eu vou procurar nem utilizar o prazo regimental máximo que eu teria. Acho que esta Casa está buscando usar os instrumentos administrativos e regimentais de que dispõe para poder levantar as situações e verificar a culpabilidade. Ao que me parece, (a Câmara) está fazendo aquilo que tem que fazer – afirmou o deputado.

Leque maior

O escândalo dos panetones, que desmascarou o propinoduto do DEM em Brasília, obriga o PSDB a ampliar seu leque de alianças nas eleições do ano que vem. É o que presumiu, na noite passada, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Pré-candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio garante que ainda não optou por tentar uma vaga no Senado em 2010.

– Eu sempre dizia, e agora acho que isso fica mais presente, que devíamos buscar um espectro mais amplo de partidos do que os partidos que estão na oposição – avaliou.

O governador, tido como facilitador na atração de aliados, acredita que há espaço para aproximações do PSDB com partidos da base governista como PMDB, PSB e PDT.

– O PSB de Ciro Gomes é uma bela alternativa. Em Minas, o PSB é meu aliado há anos. Devemos conversar com o PDT, com o PP. São forças que ainda não tomaram decisão. Até a aliança do PMDB com o governo vejo que não é algo decidido – declarou o tucano.

O DEM tem sido aliado histórico do PSDB nas últimas eleições presidenciais. No final de novembro, veio a público escândalo em que o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, surgiu em gravação recebendo maços de dinheiro, assim como deputados distritais. Arruda, que deixou o DEM na última quinta-feira, é investigado pela Polícia Federal por participação em pagamento de propina a aliados.

– Acho que o PSDB deveria sair da comodidade de uma aliança com o Democratas e PPS, que é importante, mas talvez não seja suficiente para vencermos uma eleição – sentenciou Aécio.

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