O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas na Câmara dos Deputados, Nelson Pellegrino (PT-BA) considerou como equivocada a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de acatar o pedido de liminar proposto pelas companhias telefônicas para desobrigá-las de enviar à comissão informações sobre escutas telefônicas. A liminar foi concedida na noite da última segunda-feira pelo ministro Cesar Peluso.
- Não fizemos uma requisição do conteúdo das gravações. O conteúdo do que foi interceptado está protegido por sigilo. O que nós pedimos é que as operadoras nos fornecessem o conteúdo dos mandados judiciais - explicou Pellegrino.
O presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PPS-RJ), reclamou que a liminar foi concedida sem ouvir a comissão. Ele espera que quando o STF ouvir os argumentos da CPI a liminar seja revogada.
- Na verdade queremos fazer apenas a contabilidade, cotejar os mandados com as informações que nos foram oferecidas pelas concessionárias de serviços públicos, que afirmam ter 409 mil interceptações telefônicas - disse.
Itagiba informou que pediu uma reunião com o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, para tratar do assunto.