Deputado federal eleito pelo PT de Minas Gerais, Juvenil Alves foi preso nesta quinta-feira pela Operação Castelhana da Polícia Federal, em Belo Horizonte (MG). Ele é o dono do escritório de advocacia que oferecia serviços de "blindagem patrimonial" a empresários.
Segundo a PF, o esquema de Juvenal impedia que empresários tivessem suas dívidas cobradas judicialmente. Ele usava sociedades anônimas offshore (com registro fora do país) em nome de laranjas no Uruguai e na Espanha para esconder o patrimônio dos empresários. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alves foi eleito com 110,6 mil votos.
Ao todo, na Operação Castelhana, foram cumpridos 19 dos 20 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão. Além do deputado eleito, foram presos empresários, contadores e advogados, além de funcionários do escritório de advocacia de Juvenal. A estimativa da Receita Federal é de que o grupo tenha causado prejuízo superior a R$ 1 bilhão.