A medida provisória (MP) editada pelo governo para aumentar a liquidez no mercado financeiro é uma “versão piorada” do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer). A avaliação é do deputadoPaulo Renato Souza (PSDB-SP), que protocolou nesta quarta-feira representação na Procuradoria-Geral da República pedindo que todas as negociações decorrentes da MP sejam fiscalizadas.
Segundo Paulo Renato, o acompanhamento é necessário para assegurar que não haja irregularidades e que os valores pagos pelos bancos públicos para comprar instituições privadas com problemas sejam adequados.
- O risco é pagar mais por uma coisa que vale pouco. E isso pode trazer prejuízos para toda a população, porque recursos públicos serão utilizados - disse.
O deputado lembra que o Proer, criado no Brasil na década de 90 para reestruturar o sistema financeiro, financiou instituições privadas para que comprassem outros bancos privados com recursos públicos.
- Aí haveria negociação sobre o valor de mercado daquela instituição - ponderou.
Paulo Renato, que foi ministro da Educação no governo Fernando Henrique Cardoso, acredita que a medida provisória do governo, apesar de necessária, é inadequada, porque determina que bancos públicos comprem diretamente ativos com problemas.