O deputado Paulo Magalhães (DEM-BA) negou, durante depoimento no Conselho de Ética da Câmara, nesta quarta-feira, ter feito tráfico de influência junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para beneficiar a construtora Gautama, segundo informações da Agência Câmara.
Magalhães responde a processo por quebra de decoro por suposta ligação com a empreiteira, investigada pela Polícia Federal por supostas fraudes em licitações.
O deputado aparece em ligações telefônicas com o dono da Gautama, Zuleido Veras. De acordo com a agência, o deputado também negou ter recebido dinheiro da empresa e ter feito emendas ao Orçamento para beneficiá-la.
No encerramento da reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, o relator do processo, deputado Moreira Mendes (PPS-RO), disse que até agora não há provas consistentes de que Magalhães teria praticado tráfico de influência, informou a Agência Câmara.
Na próxima semana, ele pretende fazer diligências no TCU, na Polícia Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal, onde há uma CPI sobre a Operação Navalha, para verificar se há alguma evidência contra o deputado do DEM. Caso não encontre nenhuma prova, segundo informações da assessoria do Conselho de Ética, deverá pedir o arquivamento do processo.
Deputado nega envolvimento com Gautama
Quarta, 26 de Setembro de 2007 às 15:56, por: CdB