Rio de Janeiro, 20 de Março de 2026

Deputado nega acordo com Vedoin

Quarta, 08 de Novembro de 2006 às 17:59, por: CdB

O deputado João Correia (PMDB-AC) afirmou nesta quarta-feira, no Conselho de Ética da Câmara, que não fez acordo com a família Vedoin para recebimento de propina em troca da apresentação de emendas para a área de saúde. Ele foi acusado de receber propina pelo empresário Luiz Antonio Vedoin, sócio da Planam, empresa que comandava o esquema de venda superfaturada de ambulâncias com recursos do Orçamento. Por essa acusação, o parlamentar responde a processo de cassação no Conselho de Ética.

- Não fiz qualquer acordo com os Vedoins para o recebimento de propina. Os Vedoins mentiram -, disse Correia.

Em depoimentos na Polícia Federal, e nesta terça-feira, no Conselho de Ética, Vedoin afirmou que, em janeiro deste ano, entregou pessoalmente a João Correia R$ 12 mil em espécie, no gabinete do deputado. O parlamentar, que ontem rebateu Vedoin, durante depoimento do empresário no Conselho, reafirmou hoje que não recebeu propina e disse que está sendo acusado injustamente. Correia lembrou que, desde maio, tenta se defender das acusações de Vedoin e que só hoje pôde rebater as acusações do empresário.

O parlamentar negou também que tenha se encontrado com Vedoin em janeiro deste ano. Segundo ele, Vedoin foi transformado em um ícone e parece ser o dono da verdade, acusando a quem quer, sem qualquer punição. Correia chamou Vedoin de "farsante" e "bandido".

- Luiz Vedoin é um farsante, um falsário, um bandido e um mentiroso. Nunca nos reunimos para tratar de propina. Conversamos sobre os ônibus de inclusão digital, algumas vezes -, disse.

João Correia disse que só apresentou emendas ao Orçamento para a área da saúde por determinação da legislação. Segundo ele, os recursos dessas emendas foram destinados a prefeituras administradas por adversários políticos seus no estado do Acre. Ele disse que, ao ser envolvido com o esquema das ambulâncias, sua carreira política sofreu um impacto e sua honra foi abalada, mas ressaltou que vai provar sua inocência.

Correia informou que, em 2005, chegou a apresentar duas emendas para inclusão digital, no valor de R$ 400 mil cada, mas nenhuma delas chegou a ser empenhada ou teve os recursos liberados.

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