Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2026

Deputado Fujii será ministro das Finanças no Japão

Terça, 15 de Setembro de 2009 às 07:41, por: CdB

O próximo primeiro-ministro do Japão, Yukio Hatoyama, escolherá o veterano parlamentar Hirohisa Fujii, de 77 anos, para dirigir o Ministério das Finanças, publicou a imprensa local na terça-feira, acrescentando experiência e cautela fiscal ao gabinete de um partido novato no poder.

A indicação de Fujii, que foi ministro das Finanças entre 1993-94, agradou analistas que estavam preocupados com medidas do novo governo destinadas a aumentar o poder de consumo da população, o que poderia agravar o déficit público.

Hatoyama, do Partido Democrata, tomará posse na quarta-feira, encerrando meio século quase ininterrupto de governos do Partido Liberal Democrático. Ele já indicou o ex-ministro da Saúde Naoto Kan para comandar um poderoso novo órgão que irá supervisionar o processo orçamentário e estabelecer prioridades nas políticas públicas.

Outra indicação já confirmada é a de Katsuya Okada como chanceler, um cargo que estará sob forte observação devido às preocupações em torno da aliança EUA-Japão, uma vez que os democratas prometeram adotar uma postura de maior independência em relação a Washington.
As escolhas dão lastro a um gabinete que inevitavelmente será composto em grande parte por parlamentares sem experiência no Executivo, segundo analistas.

– Há uma falta de profundidade no topo, mas ele está pegando algumas das pessoas mais talentosas e experientes e colocando-as em postos-chave – disse Jeffrey Kingston, diretor de estudos asiáticos no campus japonês da Universidade Temple.

A imprensa japonesa já vinha citando o favoritismo de Fujii para o cargo, mas recentemente surgiram relatos de que seu nome enfrentaria resistências do ex-dirigente partidário Ichiro Ozawa.

– O destino final do governo irá depender da coordenação política, já que essas são figuras bastante grandes do Partido Democrata, com preferências políticas e até egos consideráveis – disse Koichi Nakano, professor da Universidade Sophia.

Analistas elogiaram a eventual indicação de Fujii, já que ele é visto como fiscalmente conservador e ciente dos riscos representados pela explosão da dívida pública.

– A indicação é uma manobra positiva para o mercado de títulos, já que Fujii tem dado forte ênfase em tentar obter fontes de financiamento para que o governo não tenha de emitir mais dívida – disse Noriyuki Fukuda, estrategista de renda fixa da Morgan Stanley.

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