O deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) deixou para o último dia a apresentação da sua defesa na representação protocolada pelo PSOL. O prazo se encerrou nesta segunda-feira. O parlamentar é acusado de uma série de irregularidades, inclusive de uso indevido da verba indenizatória.
Criada em 2001 na gestão do hoje governador Aécio Neves (PSDB-MG), a verba indenizatória destina R$ 15 mil mensais para reembolso a congressistas de gastos nos Estados com combustível e assessorias, entre outras coisas. Moreira é acusado de ter usado a verba em sua empresa de segurança.
Eleito corregedor-geral e segundo-vice-presidente da Câmara no dia 2 de fevereiro, Moreira ficou menos de uma semana nos cargos. O deputado foi pressionado a abrir mão das funções em decorrência de uma série de acusações.
Moreira também é acusado de não ter declarado à Receita e à Justiça a existência de um castelo, com 36 suítes, no interior de Minas Gerais, estimado em R$ 25 milhões.
A Câmara vai colocar na internet, em menos de um mês, o detalhamento dos gastos dos deputados com a verba. No Senado, o presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP), indicou que pretende fazer o mesmo.