Deputado do PMDB do Maranhão é o novo ministro do TurismoGastão Vieira vai substituir conterrâneo e correligionário, Pedro Novais, que pediu demissão nesta quarta-feira (14/09). Novais ficou sem condições políticas de permanecer no cargo de ministro do Turismo depois de uma série de denúncias. Últimas dizem que ele usou secretária parlamentar como governanta pessoal e mandou carro oficial transportar esposa.
Da Redação
BRASÍLIA – O deputado federal Gastão Vieira, do PMDB do Maranhão, é o novo ministro do Turismo. A nomeação dele será publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (15/09). Ele vai substituir o conterrâneo e também deputado peemedebista Pedro Novais, que pediu demissão na noite desta quarta-feira (15/09) por não ter mais condições políticas de suportar denúncias de irregularidades.
As mais recentes, publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, dizem que Novais usou uma funcionária do seu gabinete na Câmara dos Deputados como governanta pessoal e que mandava seu carro oficial transportar a esposa para compromissos particulares.
O deputado já tinha perdido o secretário-executivo, preso em uma operação da Polícia Federal que desbaratou uma quadrilha de corruptos e corruptores agindo na área do Turismo.
Antes mesmo de tomar posse, ainda no fim de 2010, quando Dilma montava a equipe, o agora ex-ministro já havia se enrolado com denúncia de que usara notas fiscais de um motel para pedir reembolso de despesas à Câmara.
Novais é o quinto ministro a deixar o governo Dilma Rousseff neste primeiro ano de mandato, o quarto por denúncias de corrupção e o terceiro do PMDB.
Já saíram Antonio Palocci (do PT, que deixou a Casa Civil acusado de enriquecimento ilícito), Alfredo Nascimento (do PR, que saiu do ministério dos Transportes por suposta participação em esquema de corrupção), Nelson Jobim (do PMDB, substituído da Defesa por declarações indiscretas que desgaradaram Dilma) e Wagner Rossi (do PMDB, que saiu da Agricultura por denúncias de corrupção).
Novais pediu exoneração à presidenta numa carta curta, de poucas linhas, nas quais não faz menção aos malfeitos de que foi acusado, nem se defendeu declarando inocência.