O presidente da CPI do Tráfico de Armas, deputado federal Moroni Torgan, afirmou, durante comissão na Câmara feita pelo coronel de Infantaria Diógenes Dantas Filho, que o Brasil é um "verdadeiro supermercado de armas ilegais".
O coronel detalhou aos deputados o trabalho desenvolvido por ele sobre "fiscalização de armas de fogo e produtos correlatos e uma política para o exército brasileiro", realizado em 2001.
O trabalho conclui que as inúmeras lojas de armas na fronteira dos Estados Unidos com o México são as principais fornecedoras dos fuzis AR-15 que entram no Brasil. Na América do Sul, particularmente no Paraguai, os contrabandistas criam firmas com fachada de loja de caça e pesca em Assunção, Pedro Juan Caballero, Ciudad del Leste e Bela Vista, onde armas e munições são vendidas em pequenas quantidades.
O coronel também fez comentários sobre as diferenças entre o tráfico de armas e o tráfico de drogas:
- O tráfico de drogas já nasce na ilegalidade, enquanto o comércio ilegal de armas muitas vezes é travestido de outro tipo de comércio - comparou.