O deputado Artur Bruno (PT-CE) afirmou há pouco que as metas do governo previstas na proposta que estabelece o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) são “tímidas” no que diz respeito ao ensino profissional. O projeto prevê, até 2020, a duplicação das matrículas da educação profissional técnica de nível médio e a garantia de que pelo menos 25% dos alunos da educação de jovens e adultos nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio tenham acesso, de forma integrada, ao ensino profissional. “Hoje, é uma opinião geral que avançamos no ensino básico, avançamos no ensino superior, mas ficamos para trás no ensino superior. Portanto, precisamos de objetivos mais ousados”, argumentou.
Artur Bruno destacou que estuda, em conjunto com o relator da proposta, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), uma nova meta para o setor. Artur adiantou que, no mínimo, deverá propor triplicar o número de matrículas da educação profissional técnica de nível médio nesta década. “O Brasil sofre hoje um apagão de mão de obra qualificada. O País já começa a importar trabalhadores porque não investimos no momento certo nesses profissionais. E temos agora a possibilidade de fazê-lo. Por isso, agora precisamos investir bem mais na educação profissional que em outras modalidades de ensino”, argumentou.
O deputado participou de audiência promovida pela comissão especial que analisa a proposta do Plano Nacional de Educação, com metas do setor para os próximos dez anos. A reunião já foi encerrada.
Tempo real:16:51 - MEC defende metas do Plano Nacional de Educação para ensino profissional16:11 - Ensino profissional deve ser foco das políticas de educação, diz professoraReportagem – Carolina PompeuEdição – Marcelo Oliveira