Banho de criatividade
Já vi político angariar voto dando sapato, tijolo, cimento e dentadura. Já vi político bater-se contra a criação de postos de saúde em sua base eleitoral para não perder o monopólio na oferta desses serviços. Mas ainda não tinha visto político conseguir voto levando gente a velórios. É o que faz o deputado Marcelino Fraga (PMDB-ES), que gastou R$ 121 mil em 2005 e R$ 54 mil nos três primeiros meses deste ano, com um ônibus usado para transportar eleitores para velórios na região do Colatina.
O fantasma de Santo André
A Justiça paulista suspendeu por cinco anos os direitos políticos de Klinger Luiz de Oliveira Souza, secretário de Serviços Municipais de Santo André na gestão do prefeito petista Celso Daniel, seqüestrado e assassinado em janeiro de 2002. A decisão do juiz da 7ª Vara Cível de Santo André, Yin Shin Long, atinge também o empresário Ronan Maria Pinto, pelo mesmo período. Esta condenação foi na área cível. Klinger e Ronan estão acusados também na área criminal.
O ranking da Unesco
Os jornais divulgaram que um estudo da Unesco sobre repetência de alunos da 1ª à 4ª série põe o Brasil em 126º lugar entre 142 países, atrás até mesmo de Haiti e Ruanda. A educação no Brasil vai muito mal, disso ninguém duvida. Mas como um ranking sobre repetência pode servir de parâmetro se as provas não são unificadas. Um país em que o ensino seja melhor pode ter mais alunos repetentes que outro, cujo grau de exigência nas provas seja mais baixo.
Banho de ética?
Não param de aparecer problemas para Geraldo Alckmin, o candidato tucano a presidente que não decola nas pesquisas, mas promete um banho de ética na política nacional. Agora, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo julgou irregulares as contas de publicidade do banco Nossa Caixa de março de 2002 a setembro de 2005, no governo Alckmin. Como se vê, tucanos e petistas, que já se tornaram iguais na política, estão com padrões éticos muito semelhantes.
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