O deputado João Corrêa (PMDB-AC) anunciou greve de fome a partir desta segunda-feira no plenário da Câmara. João Correia quer ser julgado ainda este ano pelo Conselho de Ética pela acusação de envolvimento com a máfia das sanguessugas.
Como o conselho dificilmente irá julgá-lo, seu caso deve ser arquivado porque Corrêa não se reelegeu para um novo mandato a partir de 2007. Para ele, o arquivamento do processo não é suficiente.
- Eu não tenho competência para carregar essa culpa. Eu quero ser julgado e que digam se sou culpado ou inocente -, afirmou.
Corrêa é mais um entre os 67 deputados que sofrem processo no conselho sobre o envolvimento com a máfia das sangueussugas. Até agora, apenas um foi concluído pelo conselho - o de Celcita Pinheiro (PFL-MT), absolvida. Esse processo, porém, dificilmente irá a plenário porque a Câmara entra em recesso no próximo dia 22.
Com a nova legislatura que começa em fevereiro de 2007, serão reabertos somente os processos dos cinco deputados reeleitos. Os demais serão arquivados e Corrêa tem apenas 11 dias para obter sucesso com sua greve de fome e ser julgado.
- Vou levar essa greve até ser julgado -, afirmou.
O deputado consultou a secretária-geral da Câmara e obteve o aval para o protesto em razão de precedentes deste tipo, como a greve de fome feita pelo então deputado Siqueira Campos em 1985 pela criação do estado de Tocantins.
O deputado afirmou ainda que não tem apoio da família para a greve de fome e que irá beber água durante a greve.
- Não sou muito popular nessa decisão, mas não tenho alternativa -, afirmou ele.
Ele disse que tentou comunicar o presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PTB-SP), sobre a greve, mas afirmou que não conseguiu encontrá-lo. O G1 tentou localizar Izar, mas ele não está em Brasília.
Rio de Janeiro, 16 de Março de 2026
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