A vereadora Havanir Nimitz, do Prona, eleita deputada estadual com a maior votação do país (682.219 votos), escapou de ser submetida a um processo de cassação de seu mandado. Na noite desta quinta-feira, a comissão de sindicância da Câmara Municipal de São Paulo arquivou a investigação contra Havanir por cinco votos contra quatro, após uma manobra do PT, que substituiu um de seus parlamentares que votaria pela cassação de Havanir. Em novembro, matéria publicada pela TV Globo revelou um esquema que seria comandado por Havanir e pelo presidente nacional do Prona, Enéas Carneiro. Ambos são acusados de vender vagas para candidatos do partido. Eles cobrariam R$ 5 mil de interessados em concorrer pelo Prona. O dinheiro, defendem-se, nada mais é do que o valor da cartilha da legenda, destinado à editora que imprime o livro, de propriedade de Enéas. Isso também levou o Ministério Público a pedir a quebra do sigilo bancário do deputado federal eleito e de Havanir. Ontem, Havanir e Enéas, eleito para a Câmara com 1.573.642 votos (8,02% dos válidos), foram vaiados quando recebiam os seus diplomas na Assembléia Legislativa paulista. Esse não é o único problema do Prona. Quatro políticos do partido que receberam ontem o diploma de deputado federal, na Assembléia Legislativa de São Paulo, já tiveram o título de eleitor cassado pela Justiça e podem perder o mandato.
Deputada do Prona escapa de investigação
Sexta, 20 de Dezembro de 2002 às 09:59, por: CdB