Um estudo da Universidade Rush, nos Estados Unidos, associa a depressão ao acúmulo de gordura visceral, que é um tipo de gordura mais profunda, envolvendo os órgãos na altura do abdômen, que aumenta os riscos de doença cardíaca e diabetes.
Essa gordura é ainda mais perigosa do que a subcutânea.
Segundo pesquisadores, a adiposidade central é um importante mecanismo pelo qual a depressão contribui para o risco de doença cardiovascular e diabetes.
O estudo mostra que os sintomas depressivos estavam claramente relacionados aos depósitos de gordura visceral, que é o tipo de gordura envolvida na doença.
Os pesquisadores avaliaram 409 mulheres na meia idade. As análises mostraram que aquelas com maiores pontuações em uma escala de depressão tinham 24,5% mais gordura visceral do que as mulheres com menor pontuação na escala. Não houve relação entre a depressão e a gordura subcutânea.
O estudo destacou que os mecanismos por trás dessa relação entre depressão e gordura visceral permanecem indeterminados, mas a depressão pode desencadear o acúmulo de gordura abdominal ao aumentar consideravelmente a produção do hormônio cortisol e de certos compostos inflamatórios.