Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Depois de viver Jesus, Jim Caviezel será golfista em novo filme

Quinta, 29 de Abril de 2004 às 10:32, por: CdB

Para o ator Jim Caviezel, fazer o papel do jogador de golfe Bobby Jones em um filme que estréia nesta sexta-feira foi algo que não chegou a cansar sua cabeça.

Caviezel acabava de ser espancado cruelmente e crucificado no papel de Jesus Cristo em "A Paixão de Cristo", de Mel Gibson.

"Depois de apanhar tanto, achei que jogar golfe seria uma mudança bem-vinda", disse o ator à Reuters.

Bobby Jones é visto como um dos maiores jogadores de golfe da história do esporte. Ele é o único golfista a já ter conquistado o cobiçado "grand slam" do golfe, contabilizando quatro vitórias seguidas nos quatro maiores campeonatos de sua época, feito que conseguiu em 1930.

Mas o filme "Bobby Jones: Stroke of Genius" focaliza o lado humano do jogador, enquanto ele combatia problemas pessoais e doenças que ameaçaram jogar por terra sua carreira no golfe. O temperamento volátil do jogador, natural da Geórgia, com frequência o levava a errar jogadas, e a pressão de ser astro às vezes era demais para ele.

No fim de sua vida ele foi diagnosticado como vítima de uma doença da medula espinhal, a siringomielia, que o afetava havia anos. Já no início de sua carreira, a doença lhe causava dores fortes nas mãos e pernas.

Jones superou tudo isso para tornar-se campeão do esporte que amava. No entanto, aos 28 anos abandonou o golfe para cumprir a promessa feita a sua esposa de ficar em casa e ajudar a criar os filhos do casal.

Além do desejo de fazer um papel menos exaustivo do que o de Jesus, Caviezel disse que trabalhou no filme porque admira a maneira como Bobby Jones nunca evitou sua responsabilidade de servir de modelo de comportamento a outras pessoas, especialmente jovens.

Jones se formou em engenharia e direito, praticou direito e falava seis idiomas.

Caviezel, 35 anos, também parece ser um sujeito decente e chega a ser tímido quando se trata de falar em público. É casado, mas ele e sua mulher, Kerri, não têm filhos -- "ainda", explica.

O ator disse que o sucesso de "Paixão de Cristo" -- que já arrecadou mais de 360 milhões de dólares nas bilheterias dos EUA e Canadá -- aumentou sua base de fás e serviu de incentivo a sua carreira.

Até representar Cristo, Caviezel passou mais de dez anos fazendo principalmente papéis coadjuvantes. Mesmo seus papéis principais, como em "Olhar de Anjo", aconteceram em filmes pouco vistos.

Em 2001, o filme sobre corridas de barcos "Madison", no qual atuou, causou frisson no Festival de Cinema Sundance, mas não chegou a encontrar distribuidor. Caviezel disse que agora, com o reconhecimento ganho por seu nome, é possível que "Madison" finalmente chegue aos cinemas.

Jim Caviezel se descreveu como alguém que escolhe seus papéis com cuidado, dizendo que seu critério principal é saber se a história que será relatada no filme é algo no qual ele acredita.

Quanto a Bobby Jones, Caviezel diz que não se interessava por golfe, mas que gostou da história do jogador.

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