O primeiro-ministro iraquiano Nuri al-Maliki ameaçou, nesta segunda-feira, não permitir que o clérigo e líder da milícia xiita Moqtada al-Sadr e seus seguidores participem das eleições, caso a milícia não se dissolva.
No último dia 10, o governo iraquiano com a ajuda do poderio militar norte-americano, invadiu Basra, principal reduto xiita e deixou mais de 700 mortos em menos de uma semana. Depois de um período de relativa pausa nos confrontos, depois que o clérigo mandou seus homens se retirarem das ruas, acatando uma outra ameaça do primeiro ministro Maliki, esse fim-de-semana foi marcado por novose duros ataques.
Tropas iraquianas apoiadas por forças norte-americanas enfrentaram homens armados na cidade de Sadr, bairro xiita da capital iraquiananeste domingo. Já pela manha podia-se ouvir os tiros e bombardeiros em Bagdá. Pelo menos vinte pessoas morreram, segundo fontes dos hospitais locais. Os combates aconteceram durante a noite e incluíram um bombardeio da aviação norte-americana que causou pelo menos nove mortes.
Os comentários do primeiro-ministro aconteceram depois dos últimos confrontos.
- Uma decisão foi tomada... que eles não têm mais o direito de participar do processo político ou participar das próximas eleições a não ser que eles terminem o Exército Mehdi - disse Maliki em entrevista à rede norte-americana CNN.
No mês passado, a guerra no Iraque completou cinco anos e muitos iraquianos vem sofrendo com desnutrição e falta de abastecimento de água, além dos constantes conflitos armados. Esta semana ele será um dos pontos de discussão na campanha de sucessão presidencial norte-americana.
Manifestações
Nesta terça-feira será entregue um novo relatório sobre a guerra pelo comandante das forças americanas e pelo embaixador no Iraque. Os candidatos democratas e o já escolhido canditato republicano John McCain poderão estar presentes no Congresso, no dia da entrega do relatório.
Na última sexta-feira, dois dias antes dos ataques ao bairro xiita, Sadr convocou milhões de seguidores a irem para as ruas protestar contra invasão norte-americana ao país.