Um porta-voz do Centro Médico da Universidade da Califórnia informou, nesta terça-feira, que uma equipe de mais de 50 médicos e enfermeiras separou as gêmeas siamesas guatemaltecas, de 1 ano de idade, que estavam unidas pela cabeça. O intrincado e longo processo de separação cirúrgica durou mais de 20 horas, e o diretor da instituição, dr. Michael Karpf, disse à CNN que as gêmeas estão, agora, fora da sala de cirurgia, tendo sido levadas para a unidade pediátrica de terapia intensiva. A primeira etapa da operação foi executada por cirurgiões plásticos, que prepararam o tecido de pele a ser usado na reconstrução da parte superior das cabeças de Maria Teresa e Maria de Jesus Quiej-Alvarez. Em 24 de junho, os médicos haviam inserido balões sob o couro cabeludo das meninas e injetaram gradualmente pequenas quantidades de substância salina a fim de estender a pele. No final da tarde de segunda-feira, os neurocirurgiões removeram um trecho de osso do crânio conjunto para investigar as conexões de veias entre os cérebros e tentar separá-los. Esse trabalho ainda prossegue, e deve durar várias horas, de acordo com o hospital. Os médicos afirmaram que as pequenas pacientes têm sorte em alguns aspectos. Exames mostraram que ambas possuem cérebros independentes, de tamanho e estrutura normais, e que os dois órgãos estão separados por uma membrana, significando que os cirurgiões não precisarão cortar tecido cerebral. As artérias que levam o sangue para os cérebros também estão separadas.No entanto, as veias que escoam o sangue dos cérebros se interceptam e terão que ser refeitas, um processo que pode provocar um derrame, segundo os médicos. Maria Teresa e Maria de Jesus nasceram em 25 de julho de 2001, em uma região rural da Guatemala. A mãe é dona-de-casa e o pai é agricultor.A organização sem fins lucrativos Healing the Children, de Washington, providenciou a viagem da família para Los Angeles, e a cirurgia, de 1,5 milhão de dólares, está sendo coberta por doações da comunidade. A ciência acredita que os gêmeos siameses resultam de um "acidente" durante a formação de gêmeos univitelinos, que foram gerados pela fecundação de um único óvulo. Em alguns casos raros, essa célula-ovo, que normalmente se dividiria para formar bebês individuais, não se separa totalmente, e algumas partes dos organismos acabam ficando unidas. Em 40 por cento dos casos, os gêmeos siameses são natimortos. Outros 35 por cento só sobrevivem até o primeiro ano. Apenas dois por cento nascem unidos pela cabeça - por essa razão não há estatísticas sobre o sucesso de operações do tipo.
Depois de 20 horas, separadas com sucesso as irmãs siamesas
Um porta-voz do Centro Médico da Universidade da Califórnia informou, nesta terça-feira, que uma equipe de mais de 50 médicos e enfermeiras separou as gêmeas siamesas guatemaltecas, de 1 ano de idade, que estavam unidas pela cabeça. Leia mais
Terça, 06 de Agosto de 2002 às 09:17, por: CdB