Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Depois da África, BB pode seguir com expansão pelas Américas

A parceria do Banco do Brasil com o Bradesco para investimento na África junto com o Banco Espírito Santo não exclui o interesse do BB em expansão para outras regiões, como os Estados Unidos e a América Latina, afirmou nesta segunda-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Segunda, 09 de Agosto de 2010 às 09:53, por: CdB

A parceria do Banco do Brasil com o Bradesco para investimento na África junto com o Banco Espírito Santo não exclui o interesse do BB em expansão para outras regiões, como os Estados Unidos e a América Latina, afirmou nesta segunda-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega. – O governo quer que os bancos privados também se expandam internacionalmente, para dar suporte a empresas brasileiras no exterior –, disse Mantega durante entrevista a jornalistas sobre a parceria. – O continente africano é o futuro –, acrescentou. Mais cedo, o BB anunciou que está negociando com o Bradesco a formação de uma holding para consolidar as atuais operações do português BES na África. – A holding coordenaria futuros investimentos envolvendo a aquisição de participações em outros bancos, bem como o estabelecimento de operações próprias no continente africano –, segundo o Banco do Brasil. O Banco do Brasil anunciou nesta segunda-feira que está negociando com o Bradesco a formação de uma holding para consolidar as atuais operações do português Banco Espírito Santo (BES) na África. – A holding coordenaria futuros investimentos envolvendo a aquisição de participações em outros bancos, bem como o estabelecimento de operações próprias no continente africano –, afirmou o BB em comunicado ao mercado. Os bancos consideram a "eventual parceria" um meio importante para a internacionalização de empresas brasileiras e portuguesas. Segundo o BB, o Banco Espírito Santo é o segundo maior banco comercial privado de Portugal e está presente em 18 países e quatro continentes. Semanas atrás, o Banco do Brasil levantou R$ 9,76 bilhões por meio de uma oferta pública de ações. Os recursos podem ajudar a fortalecer o capital da instituição, que vem num processo acelerado de expansão do crédito desde o final de 2008, quando o governo federal fez os bancos estatais ampliarem a concessão de financiamentos, como parte dos esforços para conter os efeitos da crise global. Também nesta segunda-feira, o Banco do Brasil anunciou em conjunto com o Bradesco que assinou memorando de entendimentos com a Caixa para que o banco estatal faça parte da empresa que comandará a gestão da bandeira Elo, de cartões de crédito, débito e pré-pagos. O acordo vai avaliar também a possibilidade de desenvolvimento de novos negócios para cartões pré-pagos, mediante criação de empresa de meios de pagamento ou utilização de empresas já existentes e alinhadas ao negócio. Além disso, os bancos avaliam a possibilidade de que a Caixa eleve sua participação na Cielo e participe também de projeto de compartilhamento de terminais de autoatendimento.

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