Rio de Janeiro, 18 de Abril de 2026

Depoimento de Thomaz Bastos deverá ocorrer depois dos feriados

Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos somente deverá participar de audiência no Congresso depois do feriado da Semana Santa. Essa é a expectativa de senadores como o líder da minoria José Jorge (PFL-PE). (Leia Mais)

Sexta, 07 de Abril de 2006 às 10:32, por: CdB

Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos somente deverá participar de audiência no Congresso depois do feriado da Semana Santa. Essa é a expectativa de senadores como o líder da minoria José Jorge (PFL-PE).

- O fato de dois assessores importantes (do ministro) estarem de alguma maneira envolvidos faz com que seja absolutamente necessário que ele venha dar explicações. Até a próxima semana teremos mais informações para, de certa maneira, questionar o ministro - defende o parlamentar.

Esta semana, Thomaz Bastos antecipou-se a uma possível convocação pela Câmara ou Senado e enviou ofício aos presidentes das casas, Aldo Rebelo e Renan Calheiros. Ele se colocou à disposição para esclarecimentos sobre a quebra de sigilo do caseiro Francenildo Santos Costa. Atualmente, há dois requerimentos pedindo a convocação do ministro do Justiça ao plenário. Um na Câmara dos Deputados, feito pelo PPS, e outro, no Senado, elaborado pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM).

Assessores de Thomaz Bastos foram à casa do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci no dia em que um extrato da conta bancária do caseiro foi entregue pelo ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso a Palocci. A oposição promete acompanhar as investigações da Polícia Federal e juntar elementos para ouvir o ministro. A líder do PT no Senado, Ideli Salvati (SC), acredita que a audiência com ele será tranqüila.

- Até porque todas as providências que estavam afetas a sua pasta como ministro da Justiça foram tomadas de pronto, de forma eficiente, de forma rápida e os resultados estão aí - avalia Salvati.

A senadora também comentou o resultado da CPMI dos Correios e disse não acreditar em versão que circulou pelo Congresso, nesta sexta-feira, de que o relatório aprovado teria tido o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- Não creio que isso tenha acontecido. E, se aconteceu, é algo muito negativo para a independência dos Poderes - salientou.

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