Rio de Janeiro, 22 de Outubro de 2026

Depoimento de policial não altera curso de processo contra sindicalista

Quinta, 14 de Agosto de 2008 às 08:42, por: CdB

O depoimento do delegado da Polícia Federal Rodrigo Levin, coordenador da Operação Santa Tereza, não apresentou grandes novidades às investigações que o Conselho de Ética da Câmara está fazendo para apurar se o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), quebrou ou não o decoro parlamentar. A avaliação é do relator do processo, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que esperava novidades no depoimento.

– O delegado trouxe alguma contribuição. Esperávamos mais dele. Esperávamos fatos novos, mais contundentes. Mas o delegado apontou pelo menos o caminho para que a gente observe bastante as escutas telefônicas em poder do conselho para análise e também as ONGs [Organizações Não-Governamentais] que receberam recursos – disse a jornalistas, nesta quinta-feira.

Segundo Paulo Piau, o delegado disse que no caso das ONGs há comprovação de que depósitos foram feitos à época da liberação dos recursos. O relator afirmou que o depoimento não alterou sua posição em relação à culpa ou inocência do deputado Paulo Pereira.

– A situação permanece a mesma coisa. Existem dúvidas no processo que precisam ser esclarecidas no sentido de localizar o envolvimento ou não do deputado na questão do decoro parlamentar – acrescentou.

De acordo com Piau, o delegado afirmou que tem convicção de que as provas contra Paulo Pereira estão nos autos. Portanto, prosseguiu, "cabe a nós analisar em detalhes e chegar à conclusão se o deputado quebrou ou não o decoro". Piau informou ainda que na metade do processo não é possível tirar qualquer conclusão se Paulo Pereira feriu ou não o decoro parlamentar.

– Temos que avançar nas investigações para tirar nossa  conclusão. Acho prematuro qualquer juízo de valor pela condenação ou absolvição do deputado Paulo Pereira – adiantou.

Na véspera, o Conselho de Ética aprovou requerimento que prorroga o prazo para conclusão do processo de 15 de setembro para 15 de dezembro. O conselho também marcou para 3 de setembro nova reunião para tomar o depoimento de outras testemunhas do caso.

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