Rio de Janeiro, 11 de Maio de 2026

Depeche Mode comemora 25 anos com novo CD

Quarta, 31 de Agosto de 2005 às 02:14, por: CdB

Após uma pausa de quatro anos, a banda de pop eletrônico Depeche Mode apresentou, em Londres, seu novo disco, <i>Playing the angel</i>, muito esperado pelos fãs do grupo e que será lançado em outubro.

O grupo britânico retorna à cena musical com seu 11º álbum de estúdio, que serve para comemorar o 25º aniversário do grupo, após o sucesso do disco <i>Exciter</i>, lançado em 2001 e que vendeu dois milhões de cópias em todo o mundo.

O novo trabalho, com 12 canções e que será acompanhado de uma turnê mundial, é fruto das reuniões em estúdios da Califórnia, Nova York, e Londres, onde residem, respectivamente, o compositor Martin Gore, o cantor Dave Gahan e o teclista Andrew Fletcher, integrantes do grupo.

Em um encontro com jornalistas realizado hoje em um hotel da capital britânica, Andrew Fletcher assinalou que "é bom que só lancemos um disco a cada dois ou três anos", porque deste modo "parecemos sempre frescos e com novas idéias".

Os componentes do grupo demoraram pouco mais de quatro meses para gravar <i>Playing the angel</i>, um álbum com o qual o Depeche Mode "se reinventou", nas palavras de seu líder, Dave Gahan.

Para isso, os três músicos contaram com a colaboração do produtor Ben Hillier, que trabalhou com bandas como The Doves e Blur e com o qual "simpatizamos rapidamente", segundo explicou Gore.

- Nunca trabalhamos duas vezes com o mesmo produtor e não tínhamos nem idéia do que podia sair" dessa colaboração, disse o compositor, ao acrescentar que "tivemos um período de testes de cinco semanas", das que surgiram onze músicas, "um recorde para o Depeche Mode".

Após o sucesso de David Gahan com <i>Paper monsters</i> (2003), seu primeiro disco solo, o vocalista da banda se animou a escrever três das canções incluídas no novo trabalho.

No entanto, Gore, compositor e responsável pelas nove canções restantes, garantiu que "em nenhum momento me preocupei por Dave estar escrevendo", pois há uma certa "uniformidade" nas 12 canções e "em todas está a marca do Depeche Mode".

Em <i>Playing the angel</i>, o Depeche Mode volta a lidar com o lado escuro da condição humana, um tema muito recorrente em discos anteriores, mas com um tom "mais positivo e mais otimista".

O álbum também tem um ritmo "mais rápido" que trabalhos anteriores como <i>Ultra</i> (1997) e <i>Exciter</i>, "que são mais pessimistas", disse o compositor.

Sobre a turnê planejada pela banda para o próximo ano, Fletcher destacou que sempre "assusta" enfrentar uma viagem com essas características, e confessou que "se torna mais duro à medida que você envelhece".

Agora "você pensa mais as coisas. É mais difícil viajar, beber e você demora mais para se recuperar que com 21 anos", declarou o tecladista.

Com <i>Playing the angel</i>, o Depeche Mode comemora 25 anos de música eletrônica em que vendeu quase 50 milhões de discos no mundo todo, com canções como <i>Personal Jesus</i> e <i>Everything counts</i>.

- Antes de nós a música pop não era nada, e agora é alguma coisa - brincou Fletcher com relação à contribuição do grupo para a história do pop.

Em tom mais sério, Martin Gore concluiu que o Depeche Mode "ajudou a música eletrônica" e "a aceitar melhor este tipo de música".

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