Por conhecimento histórico, todos nós sabemos o grande mal que uma parte reacionária, tendenciosa e parcial da mídia pode fazer com um povo, uma pessoa, uma idéia. Na Venezuela, por exemplo, grande parte da mídia está em poder de agiotas do capital estrangeiro, ali alocados estrategicamente feito reacionários com mazelas ligados a antigas máfias e quadrinhas do país, mais a corrupção política de um capitalhordismo americanalhado que amealhou podres poderes, pois, afinal, em termos de petróleo, depois do Iraque, o país latino é o Plano B do sórdido e decrépito Bush et caterva com seu bélico império insano. Fatos são fatos. E o que está por trás dos bastidores? É preciso saber e denunciar.
Aqui no Brasil sabemos o mal que grande parte da mídia ligada a antigas oligarquias fez impedindo as reformas sociais de base, de históricas dívidas ainda impagas, quando a chamada Canalha de 64 (expressão de Millôr Fernandes) enlutou o pai com o funesto golpe de um militarismo incompetente, corrupto, violento e senil no próprio processo histórico brasileiro. Depois, esse mesmo antro de escorpiões, inclusive a Rede Globo, elegeu Collor com medo do Lula, e, mais pra frente, também atacou de forma errônea e inidônea a própria Luiza Erundina, mas estranha e suspeitamente sempre poupou Paulo Maluf. Acredite se quiser.
Mais recentemente, a FSP - que deveria ser Folha de São Paulo - (e virou FSP Folha-Serra-Prefeito) poupou as mazelas tucanas e a incompetência de Alckmin, atacando de forma leviana a Marta Suplicy, com medo do sucesso do Lula Light e do PT no governo Federal. Esses dias, aliás, o Ombudsmam da FSP acusou que o seu jornal publica (regiamente pagos) "artigos" de amigos do alheio, membros do PFL, partido que segundo uma pesquisa internacional está entre os mais corruptos do Brasil. Já pensou?
Como membro da ONG Ética nas Políticas Públicas, Mídia, Educação e Justiça, sempre sou surpreendido com leviandades de grandes jornalões (quando não decadentes), ou ao saber de professores ganhando menos do que guardinhas do Metro (e vendendo AVON pra sobreviver) como ocorre em SP (apesar da propaganda enganosa do partido), uma Justiça (de marajás) que tarda e falha, e, precisa sim, ser auditada por uma Força Tarefa da Policia Federal em seus também meandros labirínticos bem suspeitos, mas o que me veio agora é gravíssimo. Por isso, claro, devo acionar ouvidorias, o Ministério da Justiça, a OAB, o Alberto Dines, a ABI, a UNESCO e mesmo organismos internacionais de renome, visando interpelações judiciais e, claro, a devida notificação do governo federal para as interpelações legais das instituições com improbidades, no foro da lei.
O popular jornal O Estado de São Paulo, o Estadão tem um fórum no seu site próprio, e ali abre espaço para leitores, críticos, denúncias, artigos, crônicas, opiniões e as mais valoradas pautas, como link democrático para acaloradas discussões que não partam para o pessoal, não ataquem levianamente autoridades constituídas, partindo sempre do chamado princípio do contraditório, que, no principio do direito ouve a todos, todos opinam, sendo em tese ético e sem censura. Isso, em tese. O que vem agora é que é grave, para um jornal do porte do Estadão. Será que a direção do jornal sabe, é conivente, colocou a pessoa errada no lugar errado ou tudo é questão de impunidade mesmo, o que até pode fundamentar uma justa causa do profissional incompetente?
Pois não é que o espaço que deveria ser precioso para trocas de idéias em altíssimo nível, de todas as tendências, vem baixando a guarda e fartamente (de forma suspeita, portanto) publicando ataques pessoais contra o presidente Lula Light do PT, e quando alguém manda - por direito sagrado que tem - algum comentário que discorde ou opine favoravelmente ao governo, ou é atacado com baixarias, o próprio I