Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Dentistas vão ao segundo turno das eleições para o CRO na segunda-feira

Quinta, 04 de Dezembro de 2014 às 11:20, por: CdB
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Dr. Marco Avellar: "Teremos a chance de por fim em uma ditadura classista" O senador Romário apóia o movimento de renovação do CRO/RJ, ao lado dos drs. Bastazini e Renato Gonçalves
O segundo turno das eleições para o Conselho Regional de Odontologia do Estado do Rio de Janeiro (CRO/RJ), na próxima segunda-feira, já está marcado por seu alto custo, com gastos acima de R$ 100 mil, segundo cálculos estimados com base nas despesas dos tribunais regionais eleitorais para a realização de eleições regulares; e pela dúvida quanto à igualdade de condições entre as duas chapas, na busca por cada um dos cerca de 20 mil votos. Para cirurgião dentista Marco Avellar, que integra a oposição, há uma disputa desigual. – Como integrante do processo, a Chapa 2, chapa de oposição a esse pleito, partimos do princípio da imparcialidade da Comissão Eleitoral, mesmo considerando antidemocrática a escolha de seus membros pela atual gestão do Conselho, mesmo esta sendo também concorrente ao pleito do dia 8 de Dezembro. É desigual pelo fato de todos os presidentes de mesa e mesários escolhidos para o pleito serem nomeados também pela atual gestão. Não estamos julgando a lisura do processo, mas gostaríamos de mais imparcialidade dos envolvidos no processo. Quanto à apuração, os votos são processados pela comissão com fiscais das chapas concorrentes acompanhando todo o processo. Temos que confiar no processo eleitoral, que está submetido ao regimento, mas claramente observamos uma disputa desigual, com amparos legais a favor da situação. Lutamos por votos e contra o sistema – afirmou. – Em que propostas, basicamente, se diferencia a Chapa 2, de oposição, para a situação, que concorre pela Chapa 1? – O principal ponto de divergência entre nossa chapa de oposição e a chapa da situação é a repulsa ao continuísmo antidemocrático, no qual o atual presidente quer se perpetuar no poder, perfazendo 10 anos à frente da autarquia. Vale lembrar que sequer o presidente da República, cargo máximo em nosso país, fica tanto tempo no poder. Precisamos renovar as pessoas e, o principal, abrir espaço para novas idéias e novos projetos. Outro ponto muito importante será o resgate da valorização profissional perante a sociedade e a necessidade de fazer uma gestão transparente, diferentemente da atual gestão, que insiste em práticas centralizadoras e pouco acessíveis. – Se o sr. pudesse conversar com um por um dos eleitores que vão escolher, na próxima segunda-feira, sua representação no Conselho, qual seria o ponto central de suas propostas? – O foco principal em nossa gestão será abrir as portas do Conselho para todos os colegas. Queremos transformar o Conselho em um lugar acolhedor, para que o cirurgião dentista se sinta em casa. Não queremos um Conselho puramente punidor, queremos um órgão fiscalizador, mas que tenha uma conduta educadora. Queremos abrir as portas do castelo, o Conselho Regional de Odontologia do Estado do Rio de Janeiro, hoje é um castelo onde somente uns poucos têm acesso aos átrios... Queremos abrir os portões, ultrapassar as muralhas e estarmos cercados por todos os profissionais de Odontologia do Estado. – Como vocês se sentem, tendo ganhado o primeiro turno, diante da necessidade de participar de um segundo turno das eleições? – Infelizmente estamos sob um regimento arcaico e que nos obriga, mesmo com uma vitória legítima, voltaremos às urnas no dia 8 próximo. No primeiro turno, tivemos urnas impugnadas, urnas que nos dariam algo em torno de mais de 300 votos de diferença, perfazendo um total de mil a mais do que o alcançado pela outra chapa. Tiraremos forças da nossa indignação, sentimento este compartilhado pro vários colegas, que terão que se ausentar de sua rotina diária para participar de uma eleição que já tem um vitorioso. Clamo à classe odontológica um voto de confiança e indignação para que possamos passar por mais essa batalha para que possamos mais uma vez nos sairmos vitoriosos.
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Após percorrer todo o Estado, durante a campanha, qual seria o retrato mais fiel da realidade em que vivem, profissionalmente, os cirurgiões dentistas do Rio de Janeiro? – Percorremos mais de 50% dos municípios do nosso Estado, e o que pudemos observar foi o tal abandono e desprezo com nossos colegas do interior. Essas visitas foram ponto chave em nossa campanha. Fizemos uma nova leitura em nossas propostas quando nos deparamos com a realidade do cirurgião dentista do interior. O dr. Renato Gonçalves e o dr. Outair Bastazini percorreram o nosso interior e identificaram pontos onde iremos atuar. A integração de todos os profissionais, seja do interior ou da capital estaremos sempre buscando integralizar a fiscalização, a educação continuada e a busca pela valorização da classe. – Qual são as determinações da Chapa 2, caso vença as eleições, no relacionamento entre os profissionais e os planos de saúde? – A relação entre os profissionais de Odontologia e as operadoras de planos odontológicos tem que ser pautada em planejamento estratégico e conversações diretas com os representantes das operadoras e a ANS. A atual gestão descumprindo uma determinação acordada pelo Conselho Federal de Odontologia, resolveu irresponsavelmente convocar a classe para uma greve que teve uma aceitação muito baixa pelos colegas, e que não obteve nenhum êxito nas tratativas de melhoras na relação cirurgião dentista versus operadoras. Nossa Chapa chamará à mesa os representantes e tentaremos buscar soluções efetivas para esse problema. Temos colegas extremamente preparados para esse conflito e que muito em breve os colegas observarão o reflexo de uma gestão comprometida e que sempre irá prezar o diálogo. Na próxima segunda-feira, ainda segundo Avellar, os profissionais alistados como eleitores do CRO/RJ terão "uma chance única de mudar o rumo e a condução" da profissão no Estado". – Teremos a chance de por fim em uma ditadura classista em nosso Conselho que perfaz um total de oito anos e que quer se perpetuar por mais 2 anos. Podemos retomar o controle de um castelo fechado, com a acessibilidade restrita a poucos , temos a chance de abrir suas portas e janelas, deixar o sol da mudança adentrar em seus salões e renovar os seus aposentos mais obscuros e fazer com que a respeitabilidade do cirurgião dentista possa voltar ao seu estado inicial, que se perdeu durante um período de individualidades e egocentrismos – concluiu.
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