Rio de Janeiro, 11 de Abril de 2026

Denise Frossard terá apoio do PFL

A deputada Denise Frossard fortaleceu-se como alternativa da direita na disputa do governo do Rio ao receber o apoio do PFL. (Leia mais)

Quinta, 01 de Junho de 2006 às 19:04, por: CdB

Frossard tem cara de PFL mesmo

Eider Dantas, lançado pré-candidato pelo PFL e que nunca teve qualquer chance eleitoral, retirou seu nome e informou que apoiará a candidatura da deputada Denise Frossard (PPS). A decisão fortalece a juíza, que passará a contar com o apoio da máquina da prefeitura do Rio e do prefeito César Maia. E, cá entre nós: Frossard sempre teve mesmo cara de PFL.

 

Só quatro candidatos?

Como disse Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo, devemos ter nesta eleição presidencial o menor número de candidatos desde o retorno do país à democracia. É possível que, no fim, só restem quatro: Lula, Alckmin, Heloísa Helena e, possivelmente, José Maria Eymael. O PDT deve desistir de Cristovam Buarque e Enéas deve retirar seu nome por problemas de saúde.

 

Lula e Heloisa beneficiados

Se só restarem mesmo quatro candidatos, os beneficiados serão, em primeiro lugar, Lula, que verá aumentadas as chances de decidir a parada no primeiro turno, e, depois, Heloisa Helena, que verá aumentado seu tempo de TV e terá mais chances de ultrapassar Alckmin. Isto já seria uma enorme vitória política para a senadora do PSOL.

 

Candidatura incômoda - I

O PT nacional gostaria de rifar o senador Suplicy, que concorrerá à reeleição em São Paulo. A candidatura de Suplicy impede que o PT ofereça a vaga de senador a Quércia na chapa de Aloizio Mercadante, o que ajudaria a atrair o PMDB. Mas rifar Suplicy teria um preço político alto. Ainda mais para pôr em seu lugar um adversário histórico do PT paulista.

 

Candidatura incômoda - II

Outra candidatura que o PT nacional preferia que não existisse é a de Vladimir Palmeira ao governo do Rio. Ela é vista pelo núcleo paulista que dirige o partido como sem futuro. Mas o PT do Rio ainda vive o trauma da intervenção de 1998, quando foi atropelado pela direção nacional, que forçou o apoio a Garotinho na disputa do governo estadual, afastando o mesmo Vladimir. Uma nova intervenção acabaria com o partido no estado. Por isso, assim como no caso de Suplicy, o PT nacional terá que engolir a candidatura de Vladimir.

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